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Construtora Elevo vai despedir 400 pessoas

A Elevo é a terceira maior construtora portuguesa e depende do apoio do BCP e Novo Banco para superar as adversidades

NUNO FOX

Construtora precisa de €31 milhões. Banca participa com €20 milhões. Metade é para pagar rescisões

O conglomerado Elevo, que resultou da fusão de quatro construtoras amassadas pelo fundo Vallis (Edifer, Monte Adriano, Hagen e Eusébios), prepara o despedimento de 400 trabalhadores em Portugal. O custo do programa de rescisões é de €10 milhões, um número idêntico ao peso dos excedentários na folha salarial. A medida faz parte do programa de sobrevivência apresentado aos bancos financiadores (BCP e Novo Banco) em que o grupo traça um cenário sombrio e apela a um financiamento de €20 milhões para pagar salários e fornecimentos em atraso, reforçar a tesouraria e racionalizar o quadro de pessoal.

A Elevo precisa no imediato de €31,4 milhões (€59 milhões a médio prazo), um valor que será atingido com a venda de ativos como a participação (12%) da concessão do Pinhal Interior (€5,5 milhões) e a recuperação de créditos em Angola (€13,5 milhões). No caderno de encargos entregue ao BCP e Novo Banco no fim de outubro, a Elevo diz que precisa de ter disponíveis €30 milhões para garantias bancárias e propõe uma linha de pagamentos (factoring e confirming) de €5 milhões para descontar faturas de clientes.

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