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É oficial. Preço da eletricidade vai descer 3,5% em 2019

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A descida da tarifa a partir de 2019 para os clientes que estão no mercado regulado significará uma poupança média de 1,6 euros por mês por família

O preço da eletricidade vai descer 3,5% no próximo ano, tal como o Expresso já tinha avançado. A decisão foi anunciada esta segunda-feira pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

A descida da tarifa a partir de 1 de janeiro de 2019 para os clientes que estão no mercado regulado significará uma poupança média de 1,6 euros por mês por família e corresponderá à maior redução de preços de eletricidade em Portugal em 20 anos.

“O impacto concreto das variações tarifárias na fatura dos clientes depende do respetivo segmento de consumo. A expressão nos orçamentos familiares da redução subjacente às tarifas transitórias de venda a clientes finais para 2019 é de 1,58 euros, numa fatura média mensal de 45,1 euros”, refere a ERSE em comunicado.

Ainda de acordo com o regulador, para os consumidores com tarifas sociais de venda a clientes finais, “prevê-se uma redução na fatura média mensal de eletricidade de 13,67 euros, para uma fatura média mensal de 26,8 euros, valor que já integra a aplicação de um desconto social mensal de 13,67 euros”.

A Deco aplaude a medida que considera ser positiva a médio prazo, mas sublinha que “não garante a descida imediata” e que o país continuará no topo da lista da eletricidade mais cara da Europa. “A maioria dos consumidores está no mercado liberalizado e o preço final é fixado pelo comercializador. O passado mostra que, mesmo com a descida dos custos, a fatura não desceu”, afirma a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor numa nota enviada à imprensa.

Neste momento, cerca de 1,1 milhões de clientes continuam nas tarifas transitórias da eletricidade, enquanto mais de 5 milhões já transitaram para o mercado liberalizado do sector. “Para que esta redução tenha impacto será pois necessário que os comercializadores em mercado transfiram esta redução nas tarifas de acesso para os seus clientes, e não absorvam este valor onerando as restantes componentes da fatura”, conclui a Deco.