Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Marques Mendes: Auditoria à CGD aponta 2005 a 2008 como “período mais ruinoso”

O comentador político admitiu este domingo na SIC que a auditoria à gestão da CGD poderá em breve originar uma acusação do Ministério Público por gestão danosa no banco estatal

O advogado e comentador político Luís Marques Mendes revelou este domingo no seu espaço televisivo na SIC que a auditoria encomendada pelo Governo à gestão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) “foi feita para o período de 2000 a 2015 mas sobretudo conclui que o período de 2005 a 2008 é o período mais ruinoso das operações da CGD”.

Marques Mendes lançou o tema da auditoria prometida pelo Governo em 2016 e encomendada em 2017 no seu espaço televisivo semanal na SIC, para sublinhar que “esta auditoria está no Ministério Público e mais dia, menos dia, mais semana, menos semana, mais mês, menos mês, poderemos ter uma acusação de gestão danosa de responsáveis da CGD”.

Marques Mendes foi em outubro convidado para ocupar o cargo de presidente da mesa da assembleia geral do banco angolano da CGD, o Caixa Geral Angola.

No seu comentário, Luís Marques Mendes deixou também uma questão ao Parlamento. “Os deputados prometeram uma lei para os grandes incumpridores. Onde está essa alteração à legislação bancária?”, perguntou.

OPA sobre a EDP “vai morrer de morte natural”

Outro dos temas analisados por Marques Mendes na SIC foi a visita do presidente chinês a Lisboa. O comentador salientou a importância da cooperação entre Portugal e a China, tendo em conta o volume de investimento chinês na economia portuguesa e as ambições do país asiático no mapa geopolítico mundial.

Sobre a oferta pública de aquisição (OPA) sobre a EDP que a China Three Gorges anunciou em maio, Marques Mendes acredita que vai cair.

“A OPA vai morrer de morte natural, porque não vai passar nos reguladores norte-americanos nem nos europeus”, vaticinou o comentador.

Marques Mendes deixou ainda uma nota de preocupação sobre a previsão da EDP de que este ano poderá ter prejuízo na sua operação em Portugal (devido à devolução de 285 milhões de euros de uma alegada sobrecompensação, determinada pelo anterior secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches).

“O que irão fazer os acionistas e a sua gestão? Esperemos para ver”, notou.