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Quartel dos Açores aberto à concessão turística de privados

D.R.

O Revive lança o 12º concurso para valorização de património público sem uso, desta vez para o Quartel do Carmo na ilha do Faial. Os interessados têm 90 dias para apresentar propostas

Foi lançado esta sexta-feira o concurso público para a concessão do Quartel do Carmo, na cidade da Horta (ilha do Faial, nos Açores), ao abrigo do Revive, programa do Governo destinado a abrir a privados a exploração turística de património público ao abandono ou sem utilização. Os investidores interessados têm agora 90 dias para apresentarem propostas.

O Quartel do Carmo será concessionado, ao abrigo do programa Revive, por 50 anos para exploração para fins turísticos. Trata-se de um dos 33 imóveis públicos inscritos no Revive que se considera poder ser valorizado com a concessão a privados. Tratando-se de um programa conjunto que envolve os ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças, com a colaboração das autarquias locais, o programa Revive assume o objetivo de "valorizar e recuperar o património sem uso, reforçar a atratividade dos destinos regionais e o desenvolvimento de várias regiões do país".

Este é o 12.º concurso a ser lançado no âmbito do Revive. Atualmente, estão abertos os concursos para a concessão da Casa de Marrocos, em Idanha-a-Velha, Mosteiro de Santo António dos Capuchos, em Leiria, Mosteiro de Arouca e Convento de São Francisco, em Portalegre.

A construção do atual Quartel do Carmo teve início no século XVII, como Convento da Ordem dos Carmelitas. No século XX, foi adaptado ao uso militar para acolher a Companhia de Infantaria da Horta, tendo sido nessa altura sujeito a obras de recuperação significativas. O imóvel situa-se num planalto da cidade da Horta, com vista privilegiada sobre o porto e tendo como horizonte o mar e a ilha do Pico.

"A recuperação do Quartel do Carmo no âmbito do Revive vai ser um importante fator de geração de riqueza e de criação de postos de trabalho”, diz em comunicado Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, para quem o Revive “continua a afirmar-se como um programa eficaz para devolver aos territórios os imóveis públicos fechados, que podem ser instrumentos de atração de investimento e dinamização económica".

No mesmo comunicado, a secretária de Estado da Cultura, Ângela Ferreira, diz que “com a abertura do concurso Revive dá-se um importante passo para a recuperação do Quartel do Carmo, garantindo a preservação de elementos arquitetónicos que ainda se mantêm desde a sua origem, nomeadamente, algumas arcadas e abóbodas de berço, fundamentais no conjunto do edifício". A responsável da Cultura enfatiza ainda que o Quartel do Carmo é um "imóvel de enorme potencial e localização privilegiada", e que a concessão turística no âmbito do Revive lhe permitirá "contribuir para a valorização cultural da região”.

Por seu turno, a secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Santos Pinto, afirma que “a parceria estabelecida entre o Ministério da Defesa Nacional e o Revive viabiliza a necessária reabilitação e valorização do património disponibilizado pelas Forças Armadas, permitindo a sua utilização plena pela população". E a inclusão do Quartel do Carmo no Revive "é mais um exemplo desta parceria, que possibilitará àqueles que o visitem usufruir de uma paisagem privilegiada e de um contacto direto com o legado de séculos de memórias históricas”.