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Greve afeta metro do Porto na segunda-feira

A greve de segunda-feira afetará mais de 200 mil pessoas

Perturbação no serviço começa logo no domingo. Maquinistas repetem greve nas duas segundas-feiras seguintes. Lutam por uma carga laboral mais leve

Uma greve dos condutores vai afetar seriamente a circulação do metro do Porto na segunda-feira, dia 10. Mas, a perturbação começará logo no domingo. Só os turnos que terminam antes da meia-noite não serão afetados.

É o primeiro dia de paralisação de uma série de três, sempre à segunda-feira (dias 17 e 31). Mas, até lá, o Metro do Porto e a concessionária ViaPorto (grupo Barraqueiro) acreditam que um acordo com o Sindicato dos Maquinistas evite a repetição da greve.

O sindicato quer alterar a categoria profissional dos "agentes de condução", reduzir a carga horária e forçar a admissão de mais profissionais. Por dia, o metro do Porto é utilizado por 200 mil passageiros.

Carga horária

Segundo o sindicato, o metro sofre de défice de condutores e os 12 que a ViaPorto tem em fase de formação são insuficientes.

O sindicato aponta para um reforço de, pelo menos, mais 20 profissionais, para evitar a sobrecarga de trabalho extraordinário a que comunidade de 220 agentes está sujeita.

A redução do horário de trabalho de 40 para 37,5 horas semanais e a revisão do modelo de escalas fazem parte igualmente da agenda reivindicativa.

O que está em causa "é a intensidade e amplitude" do ritmo laboral, diz ao Expresso fonte sindical. A referência das 40 horas resulta da média calculada em cada 12 semanas, existindo semanas em que a carga horária pode subir às 42,5 horas.

É neste aspeto "que esperamos uma solução concreta da ViaPorto", diz o sindicato. Os agentes de condução pretendem também que lhes seja atribuída a categoria profissional de maquinista. Contactada pelo Expresso, a ViaPorto declinou fazer comentários sobre o conflito laboral.

Serviços mínimos

O metro do Porto, com operação privada, tem sido muito pouco afetado por greves.

A empresa do metro confia que o Tribunal Arbitral decretará durante esta sexta-feira serviços mínimos, tal como sucedeu em casos anteriores de greves gerais. Mas, reconhece que a circulação será muito afetada e o metro funcionará de modo condicionado. O sindicato manifesta-se contra os serviços mínimos.

Na última greve geral, o Tribunal Arbitral impôs a circulação "com frequências alargadas" na linha de Santo Ovídio (Gaia) ao Hospital de São João e na ligação entre o Estádio do Dragão e a Senhora da Hora (Matosinhos), o tronco comum de quatro linhas da rede.