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Tribunal brasileiro suspende acordo de fusão entre a Boeing e a Embraer

Stephen Brashear/Getty

Decisão foi tomada pelo juiz Victorio Giuzio Neto, do Tribunal Federal de São Paulo, e responde a um recurso interposto por deputados federais do Partido dos Trabalhadores, do ex-Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril passado por corrupção

Um tribunal do Brasil suspendeu nesta quinta-feira de forma provisória o acordo de fusão entre as empresas aeronáuticas norte-americana Boeing e a brasileira Embraer, através do qual tentaram criar uma terceira empresa, informaram fontes oficiais. A decisão foi tomada pelo juiz Victorio Giuzio Neto, do Tribunal Federal de São Paulo, e responde a um recurso interposto por deputados federais do Partido dos Trabalhadores (PT), do ex-Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril passado por corrupção.

Nos termos do acordo, a fabricante norte-americana de aeronaves iria deter 80% do novo negócio e a Embraer os 20% restantes. O juiz suspendeu qualquer decisão da Embraer que leve à transferência da sua parte comercial para a outra empresa.

"Defiro parcialmente a liminar, em sentido provisório e cautelar, para suspender qualquer efeito concreto de eventual decisão do conselho [de administração] da Embraer que concorde com a segregação e transferência da parte comercial da Embraer para a Boeing através de 'joint venture' a ser criada", decidiu Victorio Neto.

Em julho, a Boeing e a Embraer, que é a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo e líder no segmento de aeronaves para voos regionais, assinaram um acordo preliminar para efetuarem a formação da 'joint venture', uma nova empresa na área de aviação comercial, avaliada em 4,75 mil milhões de dólares (cerca de 4,17 mil milhões de euros).