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Era o Tribunal do Trabalho, vai ser o LACS

As obras estão a começar (edifício à direita). A inauguração será em abril de 2019

d.r.

O novo centro criativo dos Anjos abre em abril. O projeto promete chegar a outras cidades do país

O edifício onde funcionou o Tribunal do Trabalho de Lisboa, nos Anjos, vai ganhar vida nova e ser transformado no terceiro centro criativo LACS — Communitivity of Creators, juntando-se assim à rede de espaços criativos, coworking e escritórios flexíveis para empresas criativas já a funcionar no Cais da Rocha do Conde de Óbidos e em Cascais.

As obras de renovação e transformação do prédio deverão ficar concluídas em abril do próximo ano, de modo a que possa receber os 780 novos membros desta comunidade de criadores. “Juntando os três espaços, passamos a ter 2100 membros e tornamo-nos a maior rede de networking de Portugal ligada às indústrias criativas”, diz ao Expresso o empresário Miguel Rodrigues, um dos mentores e sócios deste projeto.

Se no espaço do Cais da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, inaugurado em junho de 2018, este cluster criativo renovou as antigas cantinas e balneários do porto de Lisboa, em Cascais, alguns meses depois, o alvo foi a antiga sede da multinacional holandesa Nokia, no campus da Logoplaste, já a pensar num terceiro polo, em Lisboa, “de forma a dar resposta à procura”, mais uma vez através da remodelação de um edifício desocupado.

Nos Anjos, o projeto tem uma área total de construção de 7 mil metros quadrados, com cinco pisos para estacionamento abaixo do solo, e a taxa de ocupação não parece preocupar os promotores do empreendimento. “Temos centenas de candidaturas neste momento, entre pequenas, médias e grandes empresas, algumas das quais multinacionais”, refere Miguel Rodrigues. “Os dois polos já a funcionar estão com ocupações excecionais e continuam a receber candidaturas diariamente, desde grandes empresas nacionais e internacionais, nas áreas do design, novas tecnologias e indústrias criativas, até empresas mais pequenas, de sectores mais tradicionais, que procuram os nossos pequenos estúdios, e também empreendedores interessados no espaço de coworking”, acrescenta.

CRIAR SINERGIAS NOS NEGÓCIOS

O Lisbon Art Center & Studios (LACS) nasceu com o foco nas indústrias criativas, com diversidade de nacionalidades e interesses, o que leva os autores do projeto a preferirem um candidato de uma pequena empresa nesta área de atividade em detrimento, por exemplo, de uma sociedade de advogados.

Quanto ao conceito, o LACS assume-se como uma proposta “única e diferente”. Não é apenas um espaço de cowork, apesar de ter alguns lugares para funcionar neste modelo, mas também não é um centro de escritórios tradicional. Apresenta-se antes como um “cluster criativo”, com estúdios e salas onde é possível cruzar startups em fase de incubação ou aceleração com pequenas, médias e grandes empresas.

A ideia, explica Miguel Rodrigues, foi desenvolvida de raiz a partir de três alicerces — comunidade, comunicação e criatividade —, traduzidos na expressão “Communitivity”. O resultado final deve facilitar a “partilha e desenvolvimento de ideias”, adianta.

E, com este terceiro LACS na zona de Lisboa, o empresário admite continuar a expandir o conceito na capital e noutras cidades do país. “Temos já novos projetos preparados em pipeline a aguardar algumas decisões estratégicas”, revela, sem dar mais pormenores sobre possíveis localizações futuras.

Mas acrescenta: “No final de 2019 pretendemos atingir mais de 5 mil membros nos nossos LACS — Communitivity of Creators e ser uma referência nacional e internacional, com a criação de uma rede de networking única, onde sinergias e negócios entre membros fluem naturalmente.”