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Que Montepio herda quem ganhar as eleições?

Inês Duque

Associação do Montepio continua muito dependente do banco. Contas estão artificialmente positivas

Quem vencer as eleições da associação no próximo dia 7 de dezembro não terá a vida fácil se quiser pôr a casa em ordem. Na corrida ao Montepio estão António Tomás Correia, o líder atual, Fernando Ribeiro Mendes e António Godinho. Seja qual for o vencedor da contenda, uma certeza existe: a associação mutualista e o banco continuam unidos umbilicalmente e não será fácil separá-los. Basta olhar, por exemplo, para a concentração dos ativos da associação que servem no próprio banco. Mais de 80% das poupanças dos associados investidas nas diversas modalidades estão garantidas pelo próprio banco — que está avaliado em €1878 milhões, sem imparidades — ou por dívida emitida pela Caixa Económica Montepio Geral.

São uma espécie de gémeos siameses que é muito difícil separar. No fundo, o banco vende ao balcão produtos que são responsabilidade da associação mutualista mas que, por sua vez, são garantidos pelas ações e dívida do banco. Para baralhar ainda mais, ambos têm o mesmo nome, algo que o Banco de Portugal há muito tem insistido para ser alterado.

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