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Porto de Setúbal. “Não foi possível chegar a a acordo”

RUI MINDERICO/LUSA

A Operestiva, no centro do conflito laboral no porto sadino, diz que o acordo foi inviabilizado devido a questões relativas a outros portos

Ao terceiro dia de negociações no Ministério do Mar entre as partes em conflito no Porto de Setúbal "não foi possível chegar a acordo", diz a Operestiva, a empresa de trabalho portuário que protagoniza um dos lados deste braço de ferro entre empregadores e estivadores precários.

Em comunicado, a Operestiva afirma que "o único obstáculo à conclusão do acordo foi a intransigência dos representantes sindicais quanto ao Porto de Leixões e Sines. Estas são circunstâncias as quais a Operestiva e o Porto de Setúbal são totalmente alheios".

A empresa, a primeira das partes a falar sobre esta questão, afirma que na próxima semana o Porto de Setúbal deverá ter uma quebra de 70% na carga movimentada e "existe uma fuga consistente de clientes para outros portos, nomeadamente espanhóis".

Assim, a empresa admite proceder a uma avaliação da sua viabilidade económica.

As negociações que juntam as partes no Ministério do Mar surgiram para tentar um acordo devido à indisponibilidade para trabalhar dos estivadores precários de Setubal desde 5 de novembro, o que afeta especialmente a saída de automóveis da Autoeuropa, o maior exportador nacional.

Mas, desde agosto, esta em curso uma greve decretada pelo SEAL -Sindicato dos Estivadores e Actividades Logística às horas extraordinárias devido a alegada perseguição dos seus sócios em .Leixões e Caniçal. E, devido à representatividade territorial do SEAL esta greve tem especial impacto em Setúbal e Lisboa.

O que separa neste momento as duas partes é esta greve. Os empregadores querem que a greve seja imediatamente suspensa, enquanto o SEAL, que representa os precários, diz que só para quando os problemas relativos aos outros portos forem resolvidos,