Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Banca da zona euro ‘retirou’ €69 mil milhões de Portugal

Mário Centeno, presidente do Eurogrupo, e Giovanni Tria, o ministro italiano da Economia e Finanças têm pela frente uma guerra prolongada que se pode estender por 2019

FOTO ALESSANDRO BIANCHI/REUTERS

Em sete anos, os bancos reduziram drasticamente a exposição aos países periféricos da moeda única. Pode ser uma vantagem em caso de crise mas não garante imunidade

Como diz o ditado, “gato escaldado de água fria tem medo”, e a banca europeia é um felino que, nos últimos anos, tem vivido frequentes vezes gelado. A crise da dívida, que lançou a zona euro numa recessão em 2012 e 2013, afetou drasticamente o negócio dos bancos, obrigou vários estados a intervir e os estragos ainda não estão completamente ultrapassados. Sete anos depois do resgate grego, as ligações cruzadas dos bancos são hoje muito menos exuberantes. A exposição da banca da zona euro aos países periféricos da moeda única — leia-se Portugal, Espanha, Itália, Grécia e Irlanda — diminuiu em cerca de um bilião de euros entre o primeiro trimestre de 2010 e o segundo trimestre deste ano, segundo dados do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS). As maiores ‘fugas’ aconteceram em Espanha e Itália, com mais de €300 mil milhões de redução da exposição em cada caso. Estas estatísticas do BIS agregam as posições dos bancos face a cada país, incluindo posições em dívida pública mas também créditos sobre o sistema financeiro, as empresas ou outras entidades.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para descarregar as edições para leitura offline)