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Amazon vai ter 100 mil trabalhadores temporários para 100 mil robôs

Linha de distribuição da Amazon na Índia

ABHISHEK N. CHINAPPA / Reuters

Pela primeira vez este Natal, o número de robôs que o gigante de comércio eletrónico utiliza nos seus centros de distribuíção deverá equiparar-se aos trabalhadores temporários que a empresa contrata para fazer face ao aumento das encomendas

Catia Mateus

Catia Mateus

Jornalista

Sem supresas, neste Natal, a Amazon vai voltar a reforçar as suas estruturas contratando trabalhadores temporários para conseguir responder ao aumento de encomendas tiípico neste altura do ano. Mas, pela primeira vez na história da empresa, o número de humanos que vai contratar para os seus armazéns de distribuição será igual ao número de robôs na mesma função. Segundo números avançados pela empresa, serão 100 mil trabalhadores humanos e o mesmo número de máquinas a operar nos centros logísticos do gigante da distribuição.

A Amazon emprega, em funções permanentes, 613.300 pessoas em todo mundo. Em períodos de maior procura, como o do Natal, o número de trabalhadores da empresa aumenta até 20%. Até este ano, essas funções eram maioritariamente asseguradas por trabalhadores temporários. Mas 2018 pode marcar uma inversão dessa tendência com a empresa a diminuir a aposta na contratação de humanos para reforçar o recurso às máquinas.

No ano passado, a Amazon contratou 120 mil humanos para reforçarem temporariamente a sua operação logística, que foram acompanhados na gestão de encomendas por 80 mil robôs. Há cinco anos, segundo contas da equipa de análise do Citigroup, a empresa contratou 70 mil temporários e tinha nos seus armazéns apenas 1400 máquinas.

Recorde-se que em 2012 o gigante de comércio eletrónico adquiriu a empresa de robótica KIVA e iniciou no ano seguinte um acelerado processo de automação nos seus armazéns que permitiu reduzir em cerca de 20% os seus gastos operacionais.

Este investimento em soluções de inteligência artificial tem abrandado o ritmo de contratações da empresa, mesmo fora dos picos sazonais. Em 2016, a Amazon registava aumentos homólogos do seu quadro de pessoal na ordem dos 48%. Em 2017 ainda cresceu em 38% no número de trabalhadores face ao ano anterior, mas este ano não deverá ir além dos 13%, segundo as contas do Citigroup.