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“Tubarão” Marco Galinha tem “Jornal Económico” na mira

Marco Galinha quer investir no negócio dos media.

Marcos Borga

O fundador do grupo Bel e “tubarão” do programa da SIC “Shark Tank” classifica o negócio dos media muito interessante e tem dois projetos em avaliação.

Marco Galinha, o fundador do grupo Bel e um dos “tubarões” que o programa da SIC “Shark Tank” popularizou, vai investir no negócio dos media e tem o “Jornal Económico” na mira.

Esse é uma “dos projetos editoriais que temos em análise”, confirma Marco Galinha ao Expresso, que promete uma decisão dentro de um mês. O empresário está focado “num produto baseado no digital”, com um plano de expansão que possa beneficiar das competências tecnológicas do grupo Bel, que conta com 110 engenheiros.

Posição minoritária

O empresário trabalha há meses nesta frente e não quer decisões precipitadas.
“Queremos o produto certo. Um projeto credível, que que se revele lucrativo e viável. O fator nuclear é a independência editorial, o rigor e liberdade de informação”.

Será sempre “uma posição minoritária”. O cenário central com que lida “é de uma participação entre 20 e 40 por cento”. O valor do investimento depende do modelo de negócio e, se for de dimensão apreciável, poderá conduzir à constituição de um fundo que agregue outros investidores.

Dois dossiês em avaliação

Num primeiro momento, o “tubarão” da SIC analisou quatro dossiês que lhe foram apresentados. Descartou dois e move-se agora entre dois candidatos.

Marco Galinha considera o negócio dos media “muito interessante pela qualidade dos recursos humanos” e acredita que o grupo Bel tem vantagens competitivas por dispor de plataformas digitais e lidar, na área da distribuição, com um universo de 20 mil clientes.

Com uma receita de 300 milhões de euros (2017), o grupo Bel opera com quatro unidades de negócios: distribuição, indústria, inovação e imobiliário. Tem registado nos últimos dois anos “um crescimento exponencial”, suportado em aquisições e num músculo financeiro apreciável - no último triénio investiu 30 milhões.

Em 2018, tornou-se acionista de referência da Active Space Technologies que opera na engenharia espacial.

O “Jornal Económico” é detido pela Megafin, sociedade de que Luís Figueiredo Trindade é presidente e principal acionista. Conta com uma edição impressa semanal e uma edição online atualizada em permanência. Resultou da evolução há dois anos do gratuito “Oje”, incorporando depois a redação final do “Diário Económico” que a Ongoing, de Nuno Vasconcelos, levou à falência. Lançou este ano uma edição online para Cabo Verde - “O Económico Cabo Verde” ambiciona ser o site líder na informação económico e financeira do mercado local.