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Mexia garante que OPA não põe “nenhum constrangimento” à gestão da EDP

Luis Barra

O presidente executivo da EDP afirmou que a gestão da elétrica mantém “um diálogo contínuo com a China Three Gorges”, assegurando que a incerteza relativa à OPA não está a impedir a empresa de tomar decisões

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O presidente executivo da EDP, António Mexia, afirmou esta sexta-feira, numa conferência com analistas financeiros sobre os resultados dos primeiros nove meses do ano, que a oferta pública de aquisição (OPA) em nada está a limitar as tomadas de decisão da administração da EDP, que tem vindo a aprovar vários investimentos e também vendas de ativos.

“Não temos constrangimento absolutamente nenhum na gestão da empresa”, declarou Mexia na conferência com analistas, sublinhando que a equipa de gestão continua a abordar a possibilidade de venda de ativos sem limitações nem uma postura “emocional” em relação aos mesmos.

Nos últimos meses, já após o anúncio da OPA da China Three Gorges, a EDP anunciou várias operações, como a venda das suas centrais mini-hídricas no Brasil, a venda da participação no negócio de centrais de biomassa em Portugal e, esta sexta-feira, a alienação das suas mini-hídricas em Portugal.

“A recomposição da carteira de ativos faz parte do negócio num mundo em constante mudança”, comentou António Mexia.

Sobre a OPA, o presidente executivo da EDP também desvalorizou as notícias recentes sobre as dificuldades que a operação enfrenta no plano regulatório. “Mantemos um diálogo contínuo com a CTG”, assegurou.

Mexia espera que a CTG prossiga nos próximos meses com as diligências para tentar obter autorização para o controlo da EDP por parte dos reguladores dos vários países onde a elétrica opera. Segundo António Mexia, no primeiro trimestre do próximo ano deverá haver novidades.