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Concursos do molhe de Leixões e Terminal do Barreiro lançados até ao fim do ano

TIAGO PETINGA/lusa

Na audição parlamentar, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino referiu que os projetos financiados envolvem 400 milhões de euros investimentos

Na audição na Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa esta sexta-feira, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, revelou que os concursos para a extensão do molhe e aprofundamento da bacia de rotação de Leixões, o terminal do Barreiro e a ampliação do molhe Leste de Sines deverão ser lançados até ao fim de 2018.

São as principais obras de um programa de 1,2 mil milhões de euros para melhorar a rede de portos nacionais.

No domínio da aplicação do Programa do Mar 2020, a ministra revelou que 63% do financiamento está alocado e 24% das verbas já foram transferidas para as empresas.

Os 63 projetos apoiados envolvem, entre financiamento público e privado, um investimento de 400 milhões de euros na economia do Mar.

O Fundo Azul, com 10 milhões destinado a projetos de investigação científica e proteção ambiental, aplicou até agora 2,8 milhões.

A preservação do oceano, a promoção da biodiversidade e da economia do mar numa lógica de sustentabilidade, permanecem como os desígnios que balizam a orientação do governo.

O comprometimento do Governo com o mar manifesta-se no reforço da dotação. A dotação de 127,9 milhões de euros do ministério para 2019 traduz um aumento de 19% face a 2018 e de 57% face ao primeiro orçamento deste governo.

Energia oceânica entre as prioridades

Para 2019, a ministra apontou como prioridades "reforçar o papel de Portugal nos oceanos, internacionalização da economia do mar, potenciar a sustentabilidade ambiental, melhorar a rede de portos nacionais e apostar nas energias renováveis oceânicas".

Nas energias renováveis, Ana Paula Vitorino citou como um exemplo feliz, “o projeto pioneiro” WindFloat, uma plataforma ao largo da Viana do Castelo. Uma tecnologia inovadora “que combina indústrias tradicionais como a metalomecânica e a naval” que coloca Portugal na vanguarda deste segmento de energia.

Para Cristóvão Norte, deputado do PSD, o problema não está no orçamento ou dotação dos programas, mas na execução “que fica sempre muito aquém”. Existem verbas, "mas falta capacidade de execução".

A ministra respondeu que a taxa de execução dos investimento tem subido e em 2018 “ficará perto dos 100%”.