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Maioria dos portugueses não tem dificuldades em conciliar trabalho e família

Sean Gallup/Getty Images

Um inquérito conduzido pelo Instituto Nacional de Estatística conclui que uma grande maioria dos portugueses não tem obstáculos à conciliação entre a vida familiar e o emprego

A conciliação entre trabalho e família tem vindo a conquistar espaço na agenda pública mas, para a grande maioria dos portugueses, a conjugação das duas vidas não levanta problemas de maior. Nem os filhos interferem no trabalho, nem o trabalho cria obstáculos à assistência aos filhos.

De acordo com um inquérito conduzido pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) junto de 1,6 milhões de trabalhadores com filhos menores de 15 anos (ou com outros dependentes a cargo), em 84,3% dos casos garante-se que as responsabilidades parentais não tiveram efeito na atividade profissional corrente.

Mais ainda, 76,6% dos inquiridos garantem não sentir obstáculos à conciliação da sua vida familiar com a vida profissional. Entre os minoritários que têm dificuldades de conciliação – 22,4% - os problemas passam pela imprevisibilidade do horário ou horário atípico (afeta 6,8%), o horário de trabalho longo (5,1%) e o trabalho longo e extenuante (3,3%).

Na maioria dos casos as empresas facilitam o horário de trabalho, com 55,9% dos inquiridos a dizerem que conseguem habitualmente alterar a hora de entrada ou saída (em pelo menos uma hora) para acudir às necessidades dos filhos (ou outros dependentes a cargo).

Mais difícil é serem dispensados por um dia de trabalho inteiro sem serem obrigados a tirar férias ou licença. Neste caso, só 38,7% dos trabalhadores dizem ser “geralmente possível” ausentar-se do trabalho durante dias completos. Para 58,5% esta hipótese é rara ou impossível.

O inquérito do INE foi conduzido em paralelo com o inquérito ao emprego, junto de 6,3 milhões de pessoas com idades entre os 18 e os 64 anos. Destes, 34% têm a seu cargo filhos menores de 15 anos ou outros dependentes.