Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Gabriel Couto constrói aeródromo em Moçambique por 37 milhões de euros

O cliente da construtora de Famalicão é a americana Anadarko, uma das petrolíferas que vai explorar gás na bacia do Rovuma

A Anadarko Petroleum Corporation escolheu a portuguesa Gabriel Couto para construir o aeródromo de apoio ao seu parque industrial de produção de gás natural liquefeito, no nordeste de Moçambique.

É um contrato de 42 milhões de dólares (37 milhões de euros) na cidade de Palma (distrito de Cabo Delgado), na bacia do Rovuma. A base área é uma das estruturas de apoio ao complexo fabril e terá uma pista de 2300 metros de extensão, dimensionada para acolher aviões do tipo do Boeing 737.

Segundo a Gabriel Couto, o contrato segue o modelo chave-na-mão (EPC - Engineering, Procurement and Construction), cabendo à construtora a gestão global do projeto, incluindo o equipamento aeronáutico. Por isso, a empresa da família Couto contratou o consórcio luso-espanhol Norvia/Cemosa, especializado em fiscalização e assessoria de projetos aeronáuticos.

Primeiro contrato com uma petrolífera

Esta é uma adjudicação estimulante “por ser o primeira de um cliente do exigente setor do Oil & Gas e obedecer ao modelo EPC que nos obriga a uma visão multidisciplinar, intervindo em todas as fases da cadeia de valor”, refere ao Expresso Tiago Couto, diretor da empresa.

A empreitada incluiu um terminal para 150 passageiros e outros edifícios de apoio e tem uma duração prevista de 21 meses.

A primeira fase acolhe a construção da pista e aterragem (1600 metros), taxiway e uma zona de estacionamento para cinco aviões. A extensão da pista para 2300 metros será realizada na segunda fase da obra.

A Andarko, tal como a ENI ou a ExxonMobil, é uma das petrolíferas que assinaram com o governo de Moçambique a exploração de depósitos de gás no fundo do mar e a instalação de duas fábricas com uma capacidade de 12,88 milhões de toneladas. É um investimento de 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) que na fase de construção gerará 5000 empregos.

A companhia americana vale em bolsa 27,1 mil milhões de dólares ( 23,7 mil milhões de euros).

Produção de 125 milhões em 2018

Esta adjudicação impulsiona a carteira da Gabriel Couto para cima dos 150 milhões de euros e reforça a exposição ao mercado africano. Além de Moçambique, opera na Zâmbia, Angola e Senegal.

Em 2018, a construtora antecipa uma receita de 125 milhões de euros, com o exterior (América Latina e África) a representar 55%. A repartição traduz um reforço do negócio doméstico face aos exercícios anteriores.