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Comércio eletrónico deverá atingir €376 milhões em 2022 em Portugal

Dong Wenjie/Getty

Atualmente, em Portugal, menos de 1% das vendas de produtos de grande consumo são realizadas 'online', refere um estudo da Nielsen

Portugal deverá registar vendas de 376 milhões de euros (430 milhões de dólares) através do comércio eletrónico em 2022, ou seja 1,6% das vendas, segundo um relatório da consultora Nielsen.

O trabalho, chamado 'Future Opportunities in FMCG E-Commerce' concluiu que "a atividade virtual dos portugueses não inclui ainda de forma significativa um ato tão quotidiano como o de fazer compras. Atualmente, menos de 1% das vendas de produtos de grande consumo são 'online'", referiu a Nielsen.

No entanto, "66% dos portugueses afirmam estar dispostos a fazer no futuro encomendas 'online' com entregas ao domicílio (o valor mais alto da Europa Ocidental) e 63% mostram-se disponíveis para experimentar a opção de encomendar 'online' e recolher em locais específicos nas lojas, o que demonstra que o consumidor está, de facto, disponível para começar a fazer compras online", referiu Mafalda Silva Ferreira, Client Development Senior, da Nielsen, citada no mesmo documento.

A consultora referiu que existem vários aspetos a ter em conta para determinar o potencial de mercado de um país. "Num primeiro nível, os drivers fundamentais para o e-commerce são o PIB [Produto Interno Bruto] e a penetração de contas bancárias, da Internet e dos 'smartphones'. A nível macroeconómico, há que destacar a facilidade na concretização de negócios, a densidade populacional e a capacidade do sistema postal. A confiança e uma cultura de poupanças constituem os 'drivers' sociais para o desenvolvimento do 'e-commerce', e, finalmente, do lado da oferta do mercado, a maturidade dos retalhistas é fundamental para o crescimento do comércio eletrónico em Portugal", concluiu a Nielsen.

Globalmente, depois de um estudo em 34 países, a consultora prevê que, "de 2017 a 2022, o 'e-commerce' nos bens de grande consumo apresente um crescimento mundial quatro vezes superior ao verificado tanto nos canais 'offline' como no PIB. Em 2022 estima-se que as vendas globais de 'e-commerce' atinjam os 400 mil milhões de dólares, sendo responsáveis por 10% a 12% das vendas de bens de grande consumo. A China e os Estados-Unidos serão as duas grandes referências globais, agregando 60% do total".