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Acionistas do BCP aprovam regresso dos dividendos

Miguel Maya - BCP

Mudanças aprovadas abrem a porta a dividendos em 2019 e à devolução de cortes salariais de três anos

Os acionistas do BCP aprovaram esta segunda-feira ao inicio da tarde uma alteração dos estatutos do banco e a reformulação das rúbricas do capital próprio, em assembleia geral extraordinária. Isto para que o banco liderado por Miguel Maya possa voltar a distribuir dividendos.

Na assembleia geral esteve representado 62% do capital do banco e a alteração foi aprovada por 99,9% dos acionistas presentes. Entre os accionistas de referência do BCP estão os chineses da Fosun (27,06%), os angolanos da Sonangol (19,46%), os norte-americanos da Black Rock (3,39%) e o grupo EDP (2,11%).

O BCP não distribui dividendos desde 2010 e para que o possa fazer terá de ter uma situação liquida que ultrapasse em 20% o capital social. Por isso é necessária a redução do capital em 876 milhões de euros, embora tal não implique a "alteração do número de ações (sem valor nominal) existentes nem a alteração da situação liquida".

Para avançar o BCP terá ainda de ter luz verde do supervisor, ou seja, do Banco Central Europeu. E só depois de fechadas as contas do ano haverá uma Assembleia Geral de acionistas para aprovar a distribuição de dividendos. Nessa altura poderá ser também ser levada à reunião magna de acionistas a devolução dos salários dos trabalhadores que auferiam mais de 1000 euros (brutos) e que sofreram cortes entre os 3% e os 11% entre 2014 e julho de 2017.

A manifestação destas intenções - distribuição de resultados aos acionistas e a devolução dos salários - já foi assumida pelo BCP. Resta saber como e quando o banco o vai fazer.

A Assembleia geral decorreu no mesmo dia em que ficou a saber-se que o polaco Bank Millennium, detido em 50,1% pelo BCP, vai comprar o Eurobank, a operação polaca da Société Génerale por 428 milhões de euros. A operação, segundo revelou o BCP será financiada por fundos do banco polaco.