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“O cadastro dos prédios rústicos pode mudar a forma como olhamos para o Interior”

Do cartão do cidadão às lojas do cidadão, Anabela Pedroso esteve envolvida em vários projetos de modernização do Estado. Este foi o mais gratificante

FOTO TIAGO MIRANDA

O Governo quer avançar para a segunda fase do cadastro simplificado, desafiando 150 municípios a aderir ao projeto. Nos concelhos que participarem neste projeto-piloto demorou-se 10 meses para conhecer 50% dos proprietários. Anabela Pedroso, secretária de Estado da Justiça que ao longo da sua vida liderou projetos de modernização no Estado como o cartão do cidadão ou as lojas do cidadão, diz que este foi o mais gratificante de todos. Pela proximidade com os cidadãos e pelo facto de permitir uma mudança de paradigma na relação que temos com a terra

Ao longo de mais de quatro décadas de trabalho na Administração Pública, Anabela Pedroso esteve envolvida em várias iniciativas que marcaram indelevelmente a modernização do Estado mas o cadastro simplificado, o projeto-piloto que desceu à zona do Pinhal Interior para fazer o mapeamento da propriedade rústica, “foi, claramente, o mais gratificante em que trabalhei em toda a minha vida”, confessa ao Expresso. O projeto é agora para alargar ao resto do país, aos 150 concelhos que ainda não têm cadastro, e a secretária de Estado da Justiça está convencida de que “poderá mudar o paradigma e a forma como olhamos para o interior”.

Se houver empenho político e técnico, está convencida de que, em 10 anos, Portugal poderá ter, enfim, todo o seu território registado e mapeado.

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