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48 bancos europeus resistem aos testes de stresse

No exame à robustez financeira de 48 bancos europeus divulgada esta sexta-feira pela Autoridade Bancária Europeia nenhum chumbou. Os rivais ingleses Barclays e Loyds, assim como o Banco Popolare di Milano, registaram os rácios mais baixos em cenário económico adverso

Da lista divulgada pela Autoridade Bancária Europeia relativa aos rácios de capital de 48 bancos, não consta nenhum banco português. Nenhuma das instituições que foram a exame chumbou. Contudo entre os piores resultados num cenário económico adverso, em termos de rácio de capital (CET1) o mais baixo entre as 48 instituições financeiras foi o Barclays (6,37%) , seguido do Banco Popolare di Milano, com 6,67% e do Loyds Banking Group, com 6,8%.

No que respeita aos bancos britânico, ao resultado dos testes agora realizados não será indiferente a incerteza quanto ao desfecho do Brexit.

O facto de nenhum banco ter chumbado neste exame revela que o reforço de capital exigido nos últimos anos tornou o sector da banca mais forte e menos vulnerável a choques de abrandamento e cenários mais adversos da economia.

Os bancos europeus revelam assim que estão mais musculados em termos de capital quando testados a um choque hipotético de abrandamento e incerteza económica, assim como a subida das taxas de juro da dívida soberana.

Os testes realizados destinam-se a um exame mais exaustivo quanto às exigências de capital necessárias. Ou seja, o supervisor europeu faz, através destes testes, um diagnóstico quanto à capacidade de resistência dos bancos a cenários mais adversos e desta forma pode concluir sobre a necessidade de reforços de capital em cada uma das instituições. Ou, pelo contrário, se estiverem de boa saúde, como parece, se podem distribuir dividendos aos seus accionistas.