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O que protege Portugal dos robôs? Os salários

Rui Duarte Silva

Portugal está a escapar a uma tendência global de polarização de qualificações (valorização dos perfis com maiores e menores habilitações) que é resultado da automação

Chamam-lhe ‘efeito sanduíche’ ou de polarização de competências e traduz um mercado de trabalho que valoriza mais os profissionais com baixas e altas qualificações, gerando um esvaziamento de oportunidades laborais para os perfis com qualificações intermédias, ao nível do ensino secundário e pós-secundário.

Este comportamento do mercado é comum em contextos de recuperação de crise, mas também de adaptação a transformações digitais, como o que atualmente se vive. Economias como a americana e britânica substituíram empregos de médias qualificações por soluções de automação. Retirando o homem para dar lugar à máquina. E na maioria dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), garante Joaquim Oliveira, conselheiro da organização para a área de Empreendedorismo, PME e Regiões, o fenómeno de polarização de competências é já visível, com “uma procura cada vez maior das empresas por profissionais altamente qualificados e com baixas qualificações”, abrindo um fosso para os perfis intermédios.

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