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Reforma administrativa não se faz só com tecnologia

NUNO FOX

O quarto encontro das "Conversas de Inovação" organizado pelo Expresso, desta vez em parceria com a ACIN, decorreu esta manhã no edifício Impresa. Tema: a reforma do Estado

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O cartão do cidadão, a entrega do IRS online ou as receitas eletrónicas são algumas das reformas que o Estado levou a cabo nos últimos anos e que, de facto,estão relacionadas com inteligência artificial. Mas fazer uma verdadeira reforma administrativa não passa só pela tecnologia.

"Fazemos inovação ao nível de desenho do serviço e muitas vezes nem utilizamos tecnologia de ponta. Pode-se inovar sem recorrer a tecnologia e inovar não significa acertar à primeira", disse o presidente da Agência para a Modernização Administrativo (AMA), Pedro Silva Dias.

Ele foi um dos convidados de mais um encontro "Conversas de Inovação2, organizado pelo Expresso e, desta vez, pela ACIN, uma empresa especializada em serviços de tecnologia na cloud, já que o tema foi a inovação e a tecnolgia na reforma administrativa.

Para Pedro Silva Dias, melhorar a máquina do Estado passa muito por melhorias nos procedimentos, mas também por ensinar o cidadão e os funcionários administrativos a trabalhar com serviços digitais. Porque, "não vale a pena colocar uma inovação à frente de uma pessoa que não está apta para trabalhar com ela", comentou o vice-presidente do governo da Madeira, Pedro Calado, também ele convidado para o debate.

De acordo com este responsável, não há dúvida de que a grande reforma administrativa tem de passar pela mudança de mentalidades e pela aproximação do cidadão a essas inovações.

"A inovação tem de ser sempre uma questão de cultura, de cultura partilhada, sem deixar ninguém para trás, principalmente num momento de alterações disruptivas", disse a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques.

Foi ela que encerrou este encontro que contou também com a presença do advogado Diogo Lacerda Machado, um dos mentores do cartão do cidadão; de Artur Mimoso, vogal executivo dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), de Luís Sousa, CEO da ACIN, e ainda do professor da faculdade de direito da Católica, Luís Fábrica e de Eric Piroux, da Safelayer Secure Communications.

Oradores que debateram o futuro da reforma do Estado, tema sobre o qual poderá ler com mais detalhe no caderno de Economia do jornal Expresso deste sábado.