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Exportações desaceleram mais do que as importações

O défice da balança comercial aumentou mais 350 milhões de euros em termos homólogos no mês de agosto, segundo o Instituto Nacional de Estatística

As exportações e as importações de bens continuaram em agosto a crescer, mas a um ritmo inferior ao mês anterior. As vendas de Portugal ao exterior subiram 2,6% em agosto, quando em junho tinham acelerado 13,8% (em termos homólogos). Do mesmo modo, as importações cresceram 8,6% em agosto, quando em julho subiram 11,9%. O défice da balança comercial (a diferença entre as vendas e as compras ao exterior) aumentou mais 350 milhões de euros em termos homólogos, para os 1,7 mil milhões de euros.

Segundo dados revelados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o comércio internacional foi fortemente influenciado pela variação do preço do petróleo. Excluindo os combustíveis e lubrificantes "as exportações aumentaram 1,7% e as importações cresceram 1,9%". Em julho o crescimento tinha sido de 11,8% e 12,5% respetivamente.

Com as exportações a continuarem a crescer menos do que as importações, o défice da balança comercial agravou-se 28 milhões de euros em agosto face a igual mês de 2017, excluindo os combustíveis e lubrificantes registando um saldo de 1,12 mil milhões de euros. Se incluirmos os combustíveis, o défice foi de da balança comercial ascendeu a 1,7 mil milhões de euros, ou seja mais 351 milhões de euros do que no mesmo mês do ano passado.

No que diz respeito às grandes categorias de bens, o INE destaca os crescimentos nas exportações de fornecimentos industriais (mais 10,2%) e dos combustíveis e lubrificantes (12,3%). Já as exportações de material de transporte registaram um decréscimo de 10,3%, o que segundo o gabinete de estatísticas se deveu "à paragem para férias no mês de agosto de algumas empresas deste sector".

Já nas importações todas as grandes categorias de bens registaram aumentos, nomeadamente os combustíveis (mais 59,2%), "antecipando uma paragem na Refinaria de Sines prevista para 2018", refere o INE. A exceção vai para o decréscimo das importações no que toca a material de transporte, menos 9,7%.