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Bolsas fecharam no vermelho. Escapou São Paulo que disparou quase 5%

O índice para as bolsas de todo o mundo fechou na segunda-feira com um recuo de 0,38%. É a terceira sessão consecutiva em terreno negativo. A região com pior desempenho foi a zona euro. O índice iBovespa brasileiro registou a melhor sessão do ano depois da votação em Bolsonaro na primeira volta

As bolsas registaram na segunda-feira a sua terceira sessão consecutiva no vermelho. O índice MSCI mundial caiu 0,38%, marcado pelas quedas de 1,42% na zona euro e 0,53% na Ásia Pacífico e nos mercados emergentes. Os mercados da Ásia Pacífico estão há seis sessões seguidas sem ver o verde.

As maiores descidas na segunda-feira verificaram-se nas duas bolsas chinesas, que perderam perto de 4%, no primeiro dia de negociação depois de um feriado de uma semana. As bolsas de Nova Iorque, as duas mais importantes do mundo, fecharam ligeiramente abaixo da linha de água, com o índice das tecnológicas, o Nasdaq, a cair 0,67%.

Na zona euro, a maior descida na segunda-feira registou-se no índice MIB de Milão que recuou 2,4%. Em Lisboa, o índice PSI 20 perdeu 1,56%. A zona euro continua a ser marcada pela perspetiva de um confronto entre Roma e Bruxelas a propósito do orçamento italiano para 2019.

Disparo da bolsa em São Paulo

Escaparam ao vermelho as bolsas de Mumbai, na Índia, e duas bolsas latino-americanas, São Paulo e Buenos Aires.

O índice iBovespa brasileiro liderou as subidas de segunda-feira no mundo, com um disparo de 4,6%, na sequência de uma votação de 46% no candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro na primeira volta das eleições presidenciais no domingo. Foi a maior subida diária no índice bolsista desde início do ano. O anterior disparo, de 3,8%, registou-se a 2 de outubro, depois de conhecidas as sondagens que davam uma votação expressiva em Bolsonaro na primeira volta e inclusive a possibilidade de alcançar uma maioria absoluta.

Com subidas de valorização acima de 17%na segunda-feira ficaram as ações da GOL (linhas aéreas, que comprou a Varig em 2007), da Electrobras e da Companhia Energética de Minas Gerais.

Os ganhos do iBovespa de quase 13% nos últimos trinta dias refletem a expetativa dos investidores de uma vitória de Bolsonaro na segunda volta no final do mês, que coloque Paulo Guedes, o guru económico do ex-militar, à frente de um super-ministério das Finanças.

Guedes, de 69 anos, tirou um doutoramento na Universidade de Chicago, sendo considerado um ultra-liberal, com uma carreira que passou pelo Chile como professor nos anos da ditadura de Pinochet. O economista defende um plano de privatizações que permita uma redução de 20 pontos percentuais na dívida pública, uma redução de impostos e um regime de capitalização que substitua o atual sistema de segurança social.