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William D. Nordhaus e Paul Romer vencem Prémio Nobel da Economia

HENRIK MONTGOMERY/EPA

Os norte-americanos são distinguidos pelo seu contributo para a “inovação, o clima e o crescimento económico”, disse esta segunda-feira o Comité Nobel

O Prémio Nobel da Economia foi atribuído a William Nordhaus e Paul Romer, anunciou esta segunda-feira a Real Academia de Ciências da Suécia.

"É um prémio sobre inovação, clima e crescimento económico”, justifica o júri do Nobel.

Os dois economistas foram premiados por associarem as alterações climáticas ao comportamento da economia.

Os norte-americanos estiveram envolvidos em investigações sobre as alterações climáticas e inovações tecnológicas na análise macroeconómica.

“William Nordhaus e Paul Romer desenharam os métodos que respondem a alguns dos nossos problemas mais importantes e que mais pressionam: o crescimento sustentável da economia global a longo prazo e o bem-estar a população mundial“, justifica o júri na atribuição do galardão.

Nordhaus, 77 anos, “foi a primeira pessoa a criar um modelo quantitativo que descreve a interação global entre economia e o clima“. “O seu modelo está difundido e é usado para avaliar as consequências das intervenções políticas climáticas, como por exemplo os impostos sobre a emissão de carbonos”, justifica a Academia sueca.

Já Romer, 63 anos, foi distinguido pela sua teoria do crescimento endógeno, “que deu origem a vasta pesquisa na área da regulação e da política que encorajam novas ideias e prosperidade a longo prazo”.

Paul Romer foi economista-chefe e vice-presidente do Banco Mundial

Paul Romer foi economista-chefe e vice-presidente do Banco Mundial

SHAWN THEW/EPA

O trabalho de Romer mostra como a acumulação de ideias sustém o crescimento económico a longo prazo. Demonstrou como as “forças económicas governam a vontade das empresas em criar novas ideias e promover a inovação”.

Nordhaus, 77 anos, graduou-se pela Yale University e foi membro do corpo docente e administrador da universidade. Foi um dos críticos dos fatores económicos do relatório Stern sobre o aquecimento global e tem uma carreira ligada à investigação das alterações climáticas na macroeconomia.

Paul Romer, 63 anos, foi pioneiro da teoria do crescimento endógeno e ocupou o cargo de economista-chefe e vice-presidente do Banco Mundial, até janeiro de 2018. É professor de economia na Stern School of Business da New York University.

Numa primeira reação à conquista do prémio, Romer disse que não estava à espera da distinção, confessando que rejeitou por duas vezes as chamadas telefónicas da Academia Sueca pensando que eram publicidade não desejada.

50 anos do Nobel da Economia

Os dois investigadores vão repartir um prémio de um milhão de euros. Este é 50.º Nobel de Economia atribuído.

O perfil do laureado tem sido bastante homogéneo ao longo dos anos: masculino, americano e com longa carreira profissional. A idade média dos vencedores é de 67 anos. Desde a sua criação, o Nobel distinguiu figuras reconhecidas como Friedman, Hayek, Samuelson e Stiglitz, entre outros.

Até agora, apenas uma mulher, a americana Elinor Ostrom, foi distinguida com este Nobel, partilhando o prémio, em 2009, com seu compatriota Oliver E. Williamson.