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CGTP quer abolição das portagens nas SCUT já no próximo Orçamento

Ana Baião

A abolição das portagens no interior do país deve ser colocada já no próximo Orçamento do Estado (OE2019), reclama a CGTP

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou esta segunda-feira que a abolição das portagens no interior do país deve ser colocada já no próximo Orçamento do Estado (OE2019) e reiterou que o pagamento das ex-scut não combate a desertificação.

"Continuamos a ter portagens que custam um dinheirão e não é assim que se combate a desertificação, pelo contrário. Por isso mesmo, a União de Sindicatos de Castelo Branco já por várias vezes reafirmou as suas posições, pensamos que agora, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado, esta matéria não pode deixar de ser colocada, ou seja, a abolição das portagens", disse.

Arménio Carlos falava no Fundão, no âmbito de uma visita que está a realizar hoje ao distrito de Castelo Branco e que teve início na Covilhã, contado ainda com ações a realizar durante a tarde em Castelo Branco.

O líder sindical defendeu ainda que também é preciso "investimento no interior, de forma a criar mais emprego, a fixar e a atrair pessoas" que possam trabalhar nessas regiões e, simultaneamente, possam "contribuir para o desenvolvimento do país, numa lógica de coesão económica, social e territorial".

Nesta deslocação, Arménio Carlos reúne com trabalhadores de vários setores de atividade, sendo que em cima da mesa estará o sentimento da insatisfação dos trabalhadores face ao facto de o crescimento da economia não estar a ser refletido na melhoria do emprego e dos salários.
"Não se justifica e não é justo que continuemos a ter uma situação de manutenção de desigualdades gritantes entre aqueles que continuam a acumular lucros e, por outro lado, aqueles que produzem riqueza e continuam a ser discriminados", disse.

Outro dos pontos abordados nas reuniões de trabalho prende-se com a exigência da melhoria e da fixação dos serviços públicos, que também contribui para o combate à desertificação, como lembrou Arménio Carlos, depois de defender que o Estado tem de assumir as suas responsabilidades nessa matéria.