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Sabe que tipo de investidor é?

Chesnot/ getty

Se investe nas criptomoedas é mais propenso ao risco do que a média. Se quer saber as comissões praticadas, está com a maioria. Se pensa que a sua literacia financeira é baixa é muito provável que esteja enganado, mostra o 4º inquérito online da CMVM aos investidores portugueses

Qual é a comissão aplicada? E qual é o risco de perda de capital? Se faz estas perguntas na hora de investir, tem um perfil de investidor alinhado com a maioria dos portugueses, mostra o 4º inquérito online aos investidores portugueses da CMVM - Comissão de Mercado de Valores Mobiliários.

De acordo com os resultados preliminares do estudo, esta quarta-feira divulgados no âmbito da Semana Mundial do Investidor 2018, 98% das pessoas consideram "extremamente importante " o entendimento das características da aplicação, 89% destaca o risco de perda do capital e 98% fala das comissões praticadas sobre os investimentos.

Neste estudo, a CMVM verificou que 84% do total de inquiridos detinham ações e há "um equilíbrio entre os diferentes tipos de perfil de risco", com 36% a assumirem ser "avessos" ao risco, enquanto 28% se definem como "neutros" e 38% admitem ser "propensos" a arriscar.

Dezanove em cada 100 investidores detêm valores mobiliários que representam mais de metade do seu património. Mas há um grupo de 15% que optou por investir menos de 10% do seu património em valores mobiliários, como ações e obrigações.

Quando estão em causa as criptomoedas, o perfil tipo muda. Por regra, estes investidores são mais jovens e assumem mais riscos: 47% dos investidores em Icos/Bitcoins têm entre 25 e 39 anos. 93% detêm ações e 62% são mais propensos ao risco, mostra o estudo.

"Mais de metade (63%) dos investidores em ICO/Bitcoins acreditam que sabem o suficiente sobre investimentos, não tendo necessidade de consultar um profissional da indústria finceira, o que compra com 60% nos "techies (consideram ter conhecimentos de internet e novas tecnologias muito superiores à media) e 43% no total da amostra", refere a CMVM.

37% têm mais conhecimentos financeiros do que pensam

Depois dos resultados preliminares do estudo, apresentado juntamente com os resultados do "1º inquérito FinTech" na conferência FinTech e Desenvolvimento do Mercado, a CMVM irá divulgar um relatório final sobre este inquérito, realizado entre 18 de junho e 6 de agosto, com respostas a 48 perguntas de 2.311 participantes e uma taxa de finalização de 65%.

Para a CMVM, "o aperfeiçoamento do conhecimento do perfil do investidor é uma ferramenta da maior importância na prossecução da sua missão de proteção aos investidores, permitindo avaliar com maior assertividade as eventuais necessidades no âmbito da política regulatória e de supervisão e delinear eventuais ações de formação financeira".

De acordo com um índice de literacia financeira calculada pela CMVM, cerca de 16% dos investidores inquiridos têm fracos conhecimentos sobre estas matérias, situando-se nos dois primeiros degraus de uma escala de cinco níveis, mas em 2015 um inquérito do Comité Nacional dos Supervisores Financeiros a uma amostra representativa da população nacional concluiu que 65% da população ativa se situava nos dois primeiros escalões do índice de literacia.

No entanto, diz a CMVM, "37% dos investidores têm melhores conhecimentos financeiros do que aqueles que acreditam ter".