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Preços da habitação na Europa: Portugal a meio da tabela

João Carlos Santos

Na análise de preços por metro quadrado, no centro das principais cidades, Portugal surge praticamente atrás de todos os maiores mercados imobiliários europeus, mas há algumas surpresas

Portugal é o 19º país mais caro da Europa em termos de preços da habitação, para casas situadas no centro das cidades.

De acordo com os dados hoje divulgados pelo portal imobiliário internacional Property Guide, o preço médio – no centro de Lisboa e do Porto (para casas com cerca de 120 metros quadrados de área) - ronda os 3.830 euros/m2, valor que fica abaixo da média da Europa que se situa nos 6.157 euro/m2.

A lista, que acaba de ser divulgada, coloca o Mónaco no topo da lista, com um preço médio de 44.522 euros por m2, seguido do Reino Unido, com 23.932 euros/m2. Mais cara que Portugal está a habitação em países como a República Checa, a Turquia ou mesmo Malta.

Sobre os dados hoje apresentados Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), considera que o aumento que se vem registando nos preços da habitação em Portugal está a acompanhar a tendência dos demais países.

Encaminhar investimento imobiliário para o interior do país

“Portugal está a acompanhar a tendência das outras capitais europeias, que é a de subida ou manutenção dos preços das casas, que mesmo assim ficam muito abaixo de países como Reino Unido, França, Espanha ou Alemanha, o que confirma que a ideia de que as casas em Lisboa já estão aos preços de Paris é uma falácia”, diz o representante das imobiliárias.

O mesmo responsável sublinha que a posição de Portugal no ranking europeu, continua a demonstrar que o país tem potencial para a atração de investimento estrangeiro, se este for devidamente encaminhado para fora das grandes cidades. E conclui dizendo que “apesar de haver um populismo negativo e generalizado sobre este tipo de comprador, a verdade é que este cria riqueza, emprego e novas dinâmicas económicas que são imprescindíveis, por exemplo, no interior do País”.