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Será a escola que faz o CEO?

Alex Williamson

Não há uma receita-mistério para chegar ao topo. Mas estudar engenharia ou gestão antes de fazer um MBA é o caminho mais frequente dos 42 CEO das empresas portuguesas cotadas. Ainda assim, há quem tenha conseguido sem licenciatura

Aos 20 anos candidatou-se a um primeiro trabalho como programador e sabia que possuía as qualificações certas para aquelas funções. Mas não tinha uma licenciatura e isso ditou-lhe a resposta. “Foi com tristeza e até frustração que tive de aceitar a recusa”, recorda hoje Rodrigo Costa, CEO da REN, 39 anos depois daquele primeiro não.

Não passou muito tempo até que outra porta se abrisse. O jovem programador foi aceite numa empresa de informática que ele e outros colegas viriam a comprar três anos depois, para a transformarem num distribuidor de equipamento informático e de software. Estava lançado o primeiro negócio. “Felizmente encontrei alternativas e até pude escolher o meu primeiro trabalho. Mas aquela lição ajudou-me a perceber que tinha um problema.”

Rodrigo Costa é hoje um dos 42 CEO das maiores empresas portuguesas cotadas em bolsa — e um dos únicos quatro que não chegaram a concluir uma licenciatura. Com uma média de idades a rondar os 56 anos, a maioria destes gestores de topo andaram na faculdade e terminaram o curso. É isso que mostra o levantamento feito pelo Expresso, com base na informação pública dos currículos de todos os CEO das empresas cotadas. Dos 42 gestores, 14 concluíram uma licenciatura, 23 ainda saltaram para mestrado e apenas uma — a atual CEO da Estoril Sol, Pansy Ho, filha de Stanley Ho — chegou a fazer doutoramento.

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