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Os 5 trabalhos do presidente do Eurogrupo

O ministro das Finanças tem insistido que vai manter as metas de défice: 0,7% este ano e 0,2% no próximo. Mas há cada vez mais vozes a apontar para valores mais baixos e a exigir mais a Centeno. A estratégia do Governo será conhecida quando o Orçamento chegar ao Parlamento, até 15 de outubro

José Carlos Carvalho

Mário Centeno tem vários dossiês em mãos para resolver nos próximos tempos. Tem de garantir que a criação de uma capacidade orçamental para a zona euro e a garantia de depósitos comum não saltam da mesa. E tem, no imediato, que se preocupar com Itália. Se os planos orçamentais de Roma não forem credíveis, vai ser uma dor de cabeça

1. A bola de neve italiana

Diminuem as preocupações em torno da Grécia, mas aumenta a expectativa sobre o próximo orçamento italiano. À imprensa, Mário Centeno tem desdramatizado, argumentando que o colega italiano Giovanni Tria se comprometeu a cumprir as regras europeias. Mas apesar das declarações do presidente do Eurogrupo, o nervosismo dos mercados não desapareceu, e, para Zolt Darvas, Itália é o principal risco em cima da mesa. O analista do think tank belga Bruegel considera que seria uma “catástrofe orçamental” implementar todo o programa da coligação que junta os nacionalistas da Liga com os eurocéticos do Movimento 5 Estrelas e não exclui que, no pior dos cenários, Itália tivesse o destino que a Grécia conseguiu evitar: a saída a zona euro. Argumenta que “simplesmente não é possível fazer” cortes de impostos, reversão de reformas, aumentos do rendimento mínimos e de subsídios, tudo em simultâneo.

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