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Inflação subiu em setembro para 1,4%. Mas continua abaixo da de Espanha

O Instituto Nacional de Estatística divulgou esta sexta-feira a sua primeira estimativa para a variação do índice de preços no consumidor em setembro apontando para uma aceleração na inflação global e na inflação sem as componentes mais voláteis. O que inverte a trajetória de diminuição da inflação regista em agosto

Jorge Nascimento Rodrigues

A inflação terá subido para 1,4% em setembro, segundo a estimativa rápida divulgada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Se esta primeira estimativa se confirmar a 11 de outubro, aquando da divulgação de uma nova estimativa, a trajetória de descida da inflação para 1,2% registada em agosto terá sido invertida.

No entanto, a previsão para setembro continua abaixo do ritmo de inflação de 1,52% e 1,58% registado em junho e julho, os mais altos do ano.

Também a inflação subjacente, sem incluir as componentes mais voláteis do índice de preços no consumidor (IPC) - os produtos alimentares não transformados e a energia -, subiu de 0,61% em agosto para 0,9% em setembro, segundo a primeira estimativa do INE.

A inflação portuguesa tem-se mantido abaixo do nível na zona euro, que, em agosto, foi de 2%. A primeira estimativa para setembro por parte do Eurostat, o organismo de estatísticas da União Europeia, é divulgada esta sexta-feira pelas 10h (hora de Portugal).

As estimativas do IPC referidas dizem respeito à variação homóloga, ou seja, em relação ao mês de setembro do ano anterior.

Em termos do índice harmonizado de preços no consumidor, a inflação subiu de 1,3% em agosto para 1,8% em setembro. Este ritmo continua abaixo do verificado em Espanha e França que, também, já divulgaram esta sexta-feira as suas estimativas para setembro: 2,2% e 2,5% respetivamente. Mas está acima da inflação em Itália que registou 1,6%.

A componente mais dinâmica do IPC tem sido a energia, com a variação de preços em setembro a registar 7%. No entanto, ficou abaixo dos 7,4% em agosto.

Do ponto de vista da dinâmica de um mês para outro, a variação do índice em setembro terá sido de 1,14%, depois de ter havido um recuo de 0,35% em agosto.