Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Inflação na zona euro sobe para 2,1% em setembro. Mas BCE não vai ficar satisfeito

A inflação no conjunto da zona euro subiu em setembro, segundo a primeira estimativa divulgada esta sexta-feira pelo Eurostat, o organismo de estatísticas da zona euro. Mas a inflação subjacente, a que o BCE também costuma dar atenção, desceu para 0,9%

Jorge Nascimento Rodrigues

A trajetória de inflação na zona euro acima da meta do Banco Central Europeu (BCE) confirma-se em setembro. A primeira estimativa divulgada pelo Eurostat esta sexta-feira aponta para 2,1%, um ritmo acima de 2% registado em agosto. O ritmo de inflação na área da moeda única regressou ao nível de julho.

A primeira estimativa para a inflação em Portugal em setembro, também divulgada esta sexta-feira, aponta para 1,8% no Índice Harmonizado de Preços no Consumidor, abaixo do ritmo do conjunto da área do euro.

Mas a satisfação do BCE com os 2,1% deverá ficar por aqui, pois a inflação subjacente - excluindo do índice global as componentes mais voláteis, da energia, alimentação, álcool e tabaco - desceu de 1% em agosto para 0,9% agora em setembro. A trajetória deste indicador de inflação é descendente desde agosto.

Os banqueiros centrais em Frankfurt costumam, também, olhar para este índice com particular atenção. A razão é que a componente que mais puxa pela inflação global é a energia, onde os preços nos mercados são altamente voláteis. A variação em setembro desta componente foi de 9,5%, acima de 9,2% registado no mês anterior.

A segunda componente a puxar pela inflação em setembro foi a dos alimentos não processados, com a variação a subir de 2,5% em agosto para 3,2% agora.

  • O Instituto Nacional de Estatística divulgou esta sexta-feira a sua primeira estimativa para a variação do índice de preços no consumidor em setembro apontando para uma aceleração na inflação global e na inflação sem as componentes mais voláteis. O que inverte a trajetória de diminuição da inflação regista em agosto