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Revolut multiplica receitas por cinco em 2017, mas prejuízos aumentam

Em 2017 a fintech duplicou a sua força de trabalho e expandiu-se para dez novos mercados. Para 2018 as perspetivas são optimistas

A Revolut assistiu a um grande crescimento das suas receitas, transações e clientes no ano passado, mas os seus prejuízos aumentaram.

Entre janeiro e dezembro de 2017, as receitas subiram de 2,4 milhões (2,7 milhões de euros) para 12,8 milhões de libras (14,3 milhões de euros). Já as transações mensais representaram 1,5 mil milhões de libras (contra 200 milhões em 2016) e os clientes aumentaram de 450 mil para 1,3 milhões.

Apesar do crescimento, a tecnológica britânica que disponibiliza serviços bancários no espaço europeu acumulou prejuízos de 14,8 milhões de libras (16,6 milhões de euros), mais 7,7 milhões (8,6 milhões de euros) do que no ano anterior. A fintech justifica as perdas com a duplicação da força de trabalho (que contabiliza agora 400 pessoas), a expansão para dez novos mercados e a candidatura à licença bancária europeia, entre outros motivos.

“Na realidade, lançámos todos os nossos produtos rentáveis durante o ano passado, como as contas premium em abril, as contas para negócios em junho e a negociação de criptomoedas em dezembro”, afirmou o fundador e presidente executivo, Nik Storonsky, em comunicado.

Embora este ano ainda não tenha terminado, a empresa mostra-se satisfeita com as conquistas de 2018: alcançou quase três milhões de utilizadores, abriu sete mil novas contas por dia, processa volumes de três milhões de libras (3,4 milhões de euros) por mês e tem na empresa 500 trabalhadores.

A expetativa da empresa fundada em 2015 - que permite aos utilizadores a criação de contas em 60 segundos e pagamentos e transferências, sem comissões, em mais de 150 moedas - é fechar o ano com a mesma taxa de crescimento do que em 2017.

Portugal é o sétimo mercado da empresa que, segundo o “Dinheiro Vivo”, conta com 70 mil utilizadores. Em cinco meses, a Revolut cresceu 200% no país. Ao Expresso, a fintech adianta que Lisboa é “uma das opções principais” para instalar o seu centro europeu de apoio ao cliente.