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Qual é o problema com o talento? É qualificá-lo e não o deixar fugir

João Vieira Pereira (moderador), Ana Teresa Lehman, Marcos Ribeiro, Vítor Papão e Gonçalo Simões no debate dedicado ao "captare formar talento" do projeto Empresas Mais Fortes

Nuno Fox

Os desafios de captar e formar talento foi o tema do mais recente debate do projeto "Empresas Mais Fortes", que junta Expresso e Santander

Para Ana Teresa Lehmann não há dúvidas: "Este é o tema que temos de discutir." O tema do talento e dos recursos humanos na economia portuguesa, entenda-se. A secretária de Estado da Indústria defende que, mais que o desenvolvimento tecnológico per se, "o sucesso das empresas depende sobretudo do conhecimento e da competência dos recursos humanos" e deixou-o bem claro no mais recente debate "Empresas Mais Fortes".

O projeto que junta Expresso e Santander para discutir os grandes temas que marcam o sector empresarial teve hoje nova sessão que, desta feita, centrou-se na dificuldade em captar e formar talento. Porque se a aposta na educação e na formação de novas competências é forte, muitas vezes as empresas e a sociedade têm dificuldade em obter retorno no investimento. Pela simples razão que muitos optam por não ficar em Portugal.

"Hoje vivemos uma quarta revolução industrial e espera-se uma transformação profunda na forma de trabalhar", garantiu Marcos Ribeiro, da direção de Coordenação das Universidades do Banco Santander, quando a importância "da missão" foi destacada por Vítor Papão. Para o director-geral da Gilead Sciences, fazer as pessoas acreditar nos valores da empresa e dar-lhes mais ferramentas de ligação é um instrumento que "ajuda a reter talento."

Na opinião do partner da Deloitte, Gonçalo Simões, é muito simples: "Temos que alargar a base dos factores que fazem com que não queiramos sair daqui." Trabalho que, apesar dos obstáculos económicos reconhecidos, é encarado com otimismo pelos intervenientes. Se o caminho da requalificação e aprendizagem contínua for seguido.