Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

FMI aumenta para 57 mil milhões resgate da Argentina

O Fundo Monetário Internacional anunciou esta quarta-feira que chegou a um acordo com o governo do presidente Macri para rever aspetos do programa de resgate aprovado em junho. A linha de empréstimo aumentou mais 7 mil milhões de dólares e um desembolso de 19 mil milhões está previsto já para o próximo ano

Jorge Nascimento Rodrigues

O Fundo Monetário Internacional (FMI) subiu para 57,1 mil milhões de dólares (€48,6 mil milhões) o programa de resgate da Argentina, anunciou esta quarta-feira a organização liderada por Christine Lagarde, depois de concluído um novo acordo com o governo de Buenos Aires. O anúncio surge depois do presidente do Banco Central da República Argentina (BCRA), Luis Caputo, ter pedido a demissão do cargo na terça-feira.

Trata-se de um aumento de 7,1 mil milhões de dólares (€6 mil milhões) em relação ao plano inicial assinado em junho e a revisão do programa antecipa para 2019 o desembolso de 19 mil milhões de dólares (€16,2 mil milhões). O programa de resgate desenrola-se até 2021 e a classificação do apoio deixou de ser de "precaução" para colocar plenamente disponíveis as verbas.

Apesar do reforço global e da disponibilização mais rápida dos fundos, o peso argentino caiu 2,19% face ao euro esta quarta-feira. O euro fechou a valer 44,875 pesos face a 43,914 no dia anterior. Contudo está longe do pico de desvalorização, quando o euro subiu para 46,62 pesos a 17 de setembro.

Na ocasião deste anúncio muito esperado pelo governo do presidente Macri, a diretora-geral do Fundo indicia que ficou convencida com o plano do executivo argentino para conseguir equilíbrio orçamental em 2019, um ano mais cedo do que o inicialmente previsto, e obter um excedente orçamental primário (sem incluir os juros) no ano seguinte. Lagarde espera que o Congresso argentino aprove o orçamento para 2019.

O FMI admite, agora, que o BCRA possa desenvolver "uma intervenção limitada nos mercados cambiais para evitar condições de mercado turbulentas". O novo acordo permite um regime cambial flexível dentro de uma banda de variação do peso face ao dólar. O banco central poderá intervir no mercado sempre que o dólar baixe de 34 pesos ou suba acima de 44.