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Contratação de Cristina Ferreira é “como a compra dos direitos da Liga Europa ou da Champions. Mas mais barato”

Francisco Pedro Balsemão diz que a contratação de Cristina Ferreira pela SIC foi feita após uma análise de “custo-benefício” e que a apresentadora é alguém que vai trazer um “crescimento de fontes de receitas para a Impresa”

"Ao contrário do que alguém disse, não encontrámos nenhum furo de petróleo em Carnaxide ou em Paço d'Arcos." Foi assim que o presidente executivo do grupo Impresa (detentor do Expresso), explicou os motivos que levaram à contratação da apresentadora Cristina Ferreira pela SIC.

Francisco Pedro Balsemão falava durante o debate "O Estado da Nação dos Media", durante o congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), esta quarta-feira, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O líder da Impresa sublinha que esta investida da estação de Carnaxide "não foi nenhuma loucura". "O orçamento de 2019 será muito parecido com o de 2018. Temos o nosso orçamento e alocamos os recursos em função do orçamento", garante, acrescentando que a contratação foi decidida após uma "análise aprofundada de custo-benefício".

E realça que Cristina Ferreira é alguém que vai trazer ao grupo de media "retorno direto e indireto". "Estamos a fazer uma aposta como se fôssemos comprar os direitos de uma Liga Europa ou da Champions", explica, acrescentando: "Mas mais barato, atenção."

A antiga apresentadora da TVI é, para o líder da dona da SIC e do Expresso, alguém que "tem marca", que "vai trazer um crescimento de fontes de receitas para a Impresa" e que "encaixa perfeitamente na estratégia" do grupo.

Uma estratégia que passa por uma aposta multiplataforma. "Nunca olhei para ela como alguém que vem apenas para as manhãs e para o daytime. A Cristina Ferreira trabalha em várias plataformas e enquadra-se na nossa estratégia de aposta linear, não linear e digital."