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Wall Street continua no vermelho e preço do petróleo em máximo de 4 anos

Os índices Dow Jones e S&P 500 da bolsa de Nova Iorque registaram esta terça-feira perdas pela segunda e terceira sessões consecutivas respetivamente. Juros da dívida pública dos EUA a 10 anos em máximo de quatro meses. Escalada na guerra comercial de Trump e subida das taxas na reunião da Fed de quarta-feira agitam mercados

Jorge Nascimento Rodrigues

A principal bolsa do mundo fecha esta terça-feira com perdas, os juros dos títulos norte-americanos a 10 anos encerram acima de 3,11%, um máximo de quatro meses, e o preço do barril de petróleo de Brent (variedade europeia) chegou a 81,55 dólares durante a sessão, a cotação mais alta desde há quatro anos.

A marcar negativamente a semana contam-se a escalada na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, a reafirmação esta terça-feira na assembleia-geral das Nações Unidas da estratégia norte-americana de rotura com o quadro internacional de negociação por parte do presidente Donald Trump, e o consenso de que a Reserva Federal dos EUA (Fed) decidirá na quarta-feira mais uma subida de 25 pontos-base na taxa diretora, movimento que poderá acentuar a instabilidade nos mercados emergentes e subida dos juros da dívida norte-americana no mercado secundário.

O New York Stock Exchange, a principal bolsa do mundo, em Nova Iorque, fechou no vermelho. Para o índice Dow Jones é a segunda sessão consecutiva em queda e para o S&P 500 é o terceiro dia consecutivo de perdas. O Nasdaq - a bolsa das tecnológicas em Times Square - fechou em terreno positivo pelo segundo dia consecutivo. O índice MSCI para os Estados Unidos perdeu 0,1%. Há três sessões consecutivas que está em terreno negativo.

Nas bolsas dos mercados emergentes, que têm estado em destaque pela negativa, a situação fechou 'mista' quanto às mais importantes bolsas: Xangai, Shenzhen, Istambul e Joanesburgo encerraram com perdas, enquanto Buenos Aires, Moscovo e São Paulo registaram ganhos.

Em Lisboa, o PSI 20 fechou a subir 0,56%, acima de dois índices europeus de referência, o Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) e o Eurostoxx 600 (das seiscentas cotadas mais importantes da União Europeia). O índice MSCI para a zona euro avançou 0,16%. Lisboa regista duas sessões em terreno positivo, com destaque para o BCP e Galp Energia. Na zona euro, destacaram-se Atenas e Milão, com os índices a liderarem as subidas do dia.

Os juros dos títulos da dívida norte.americana a 10 anos fecharam esta terça-feira em 3,113% no mercado secundário, um nível que não se verificava desde maio.

O preço do barril de petróleo de Brent, depois do pico de quatro anos, acabou por entrar em trajetória de descida na ponta final da sessão desta terça-feira fechando em 80,96 dólares, uma descida de 0,3% em relação ao dia anterior. O índice global de matérias-primas da Reuters (CRB) fechou com um ganho de 0,17%.

  • O Conselho de Estado em Pequim publicou esta segunda-feira um relatório acusando a Administração norte-americana de "unilateralismo, protecionismo e hegemonismo económico" usando práticas de bullying no comércio internacional. O documento sai no dia em que entra em vigor um segundo pacote de taxas aduaneiras aplicadas pelos dois lados. Mercados na Europa abrem no vermelho

  • Índice mundial regista segunda semana consecutiva de ganhos. América Latina e Zona Euro destacam-se nas subidas. PSI 20, em Lisboa, avança 1,2% durante a semana. Nasdaq e ‘estrelas’ tecnológicas norte-americanas em queda, mas Farfetch fundada por português estreia-se em Wall Street com ganhos de 42,25% na sessão inicial