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Elétricas aproveitam alta dos preços para ganhar nas barragens

Nuno Fox

Mercado ibérico atinge preços históricos, e quem tem barragens está a tirar a barriga de misérias. Energia hídrica, que tem menor custo de produção, está a ser vendida acima dos combustíveis fósseis. ERSE está a investigar e Governo admite tomar medidas

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A aposta que Portugal fez na última década em novas barragens foi defendida por vários gestores com diversos argumentos, e um deles era o de que a energia hidroelétrica era competitiva face às convencionais centrais térmicas alimentadas a carvão ou a gás natural. Em novembro de 2017, o presidente da EDP, António Mexia, notava numa conferência em Lisboa que a situação de seca que então se verificava em Portugal penalizava as contas da empresa. “Vou ter de usar produtos que têm maior custo do que a água”, comentava Mexia. A alternativa às barragens, em situação de seca, seriam as centrais a carvão e gás, mais caras. Mas a retórica da competitividade da energia hídrica está a ser contrariada por um fenómeno que se arrasta há meses: as elétricas ibéricas estão em muitas horas a vender a sua produção hídrica mais cara do que a eletricidade a partir do carvão e do gás.

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