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5 riscos que podem incendiar a economia mundial

Guerra comercial de Trump, subida de juros, divida elevada, populismos e ‘banca sombra’ são grandes ameaças à estabilidade financeira mundial, que cada vez mais economistas já vêem à espreita

Sofia Miguel Rosa

Sofia Miguel Rosa

Jornalista infográfica

Há cada vez mais economistas a anunciar a próxima crise financeira. Nouriel Roubini, o Dr. Doom que anteviu a crise do subprime, avançou na semana passada com o ano 2020 como o mais provável para tal acontecer. Também o banco JPMorgan aponta para daqui a dois anos. Embora as principais economias estejam a crescer, com os EUA praticamente em pleno emprego, há várias ameaças a pairar sobre a economia mundial. São cinco os principais riscos: disparo da dívida desde 2008; escalada na guerra comercial, sobretudo entre os EUA e a China; aperto da política monetária nos principais bancos centrais – nomeadamente por parte da Reserva Federal dos EUA – que penaliza as moedas das economias emergentes e as empurra para crises cambiais; peso crescente dos ativos de risco da ‘banca sombra;’ e a incerteza política provocada pela vaga populista em vários continentes, em particular com riscos para desintegração europeia. Estes riscos surgem num momento em que há uma tendência de desaceleração do crescimento da economia mundial, nomeadamente em dois blocos económicos importantes, a zona euro e os emergentes.

Claro que nem todos os países serão afetados de igual modo por estas várias ameaças. No mapa, estão identificados os 20 países mais expostos a estes riscos de acordo com uma selecção do Expresso a partir de análise de consultoras, especialistas e indicadores económicos.

(Clique em cima dos países para conhecer os riscos a que estão mais expostos)

  • Para o mundo, a crise financeira internacional teve o seu auge no final do verão de 2008. Mais concretamente, no dia 15 de setembro, quando estourou o Lehman Brothers. Mas, para a zona euro, o pior chegou mais de um ano depois e, tal como a filosofia clássica, nasceu na Grécia. (Artigo publicado a 21 julho de 2018)

  • Tem um recorde no xadrez inscrito no “Guinness” quando tinha 16 anos e foi economista-chefe do Fundo Monetário Internacional entre 2001 e 2003. Nesta entrevista ao Expresso, realizada por correio eletrónico, Kenneth Rogoff, Professor de Economia e Políticas Públicas na Universidade de Harvard, em Boston, nos EUA, avisa que Portugal continua em risco, apesar do ciclo virtuoso que está a viver, e não descarta a possibilidade de saídas do euro. (Artigo publicado a 28 julho de 2018)

  • Depois do colapso global de setembro de 2008, a China foi o país que mais reforçou a sua posição na economia e na finança mundiais. Os EUA aguentaram-se e passaram ao contra-ataque. A zona euro vai cair para terceiro lugar. (Artigo publicado a 8 setembro de 2018)