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João Talone: "Nunca aceitei que nenhum ministro me dissesse o que fazer"

Alberto Frias

Ex-presidente da EDP garante que, mesmo quando o Estado tinha 25% da empresa, a sua administração atuou com autonomia e independência

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

João Talone, que foi presidente da EDP entre 2003 e 2006, garante que a sua gestão da elétrica nacional não teve interferências governamentais, mesmo sendo o Estado dono de 25% da empresa naquela época.

"Nunca aceitei que nenhum ministro ou secretário de Estado me dissesse o que é que eu tinha de fazer. A EDP tinha vários acionistas. O Estado era o maior, com 25%, mas a empresa estava cotada em Lisboa e Nova Iorque", declarou Talone na comissão de inquérito das rendas da energia.

Aos deputados o gestor assegurou que "a atuação do Conselho [de Administração da EDP] foi de total independência em relação a qualquer acionista".

Na comissão de inquérito João Talone enfatizou que a análise das rendas da energia deve recuar a 1995, quando foram criados os primeiros contratos de longo prazo de aquisição de energia (CAE).

"A maior renda que alguma vez foi criada foi quando os CAE da Tejo Energia e da Turbogas foram estendidos à EDP", comentou o gestor no Parlamento.