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Inovar na saúde é apostar nas pessoas

Com moderação do jornalista Paulo Ferreira, Francisco Cary (administrador executivo da CGD), Silvério de Sousa Mendes (CBO da Take the Wind), Paulo Barradas Rebelo (CEO Bluepharma)e Inácio Brito (administrador da José de Mello Saúde) foram os protagonistas do principal debate da tarde

Nuno Fox

O desenvolvimento tecnológico na saúde e a construção de núcleos de inovação para maximizar a competitividade no sector estiveram em discussão no XX Encontro Fora da Caixa, que teve Coimbra como palco

“Se queremos ser um país de oportunidades, temos de perceber onde devemos apostar.” Assim o entende Álvaro Santos Pereira, antigo ministro da economia e um dos convidados principais de novo encontro Fora da Caixa.O Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, recebeu a 20ª etapa do ciclo de conferências organizadas pela Caixa Geral de Depósitos, com o apoio do Expresso.

Desta feita, o foco centrou-se nos clusters de saúde e na inovação, a partir do trabalho que está a ser feito em Coimbra. Com uma ligação muito forte entre universidade, empresas e unidades de saúde, o estabelecimento destes núcleos é um exemplo para o resto do país e mostra o caminho que deve ser conduzido para a promoção de maior competitividade.

Caminho que se deve desviar de “um modelo de financiamento que não dá incentivo à inovação”, diz o diretor Executivo do Laboratório de Automação do Instituto Pedro Nunes, António Lindo da Cunha. “É um desafio estar sempre ao corrente das melhores práticas”, atirou o administrador da José de Mello Saúde, Inácio Brito, enquanto o CEO da Bluepharma, Paulo Barradas Rebelo, não tem dúvidas que “temos bons recursos humanos nesta área.”

É um trabalho de evolução que também contempla a maior exigência da sociedade, com o “doente a estar cada vez mais no centro do processo”, garante Catarina Resende Oliveira, da Direção da Unidade de Inovação e Desenvolvimento do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra.

O CBO da Take the Wind, Silvério de Sousa Mendes, considera, por exemplo, “uma vantagem estar em Coimbra” precisamente por esta razão. Formação de canais de ligações mais estreitos entre empresas que é ajudada pelo que o administrador executivo da CGD, Francisco Cary, diz ser o menor “individualismo das empresas portuguesas.” Uma colaboração a apostar nas pessoas para o futuro.