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Turismo de Portugal investe €1 milhão em 2018 em provas de surf

D.R.

Numa altura em que a sede europeia da Liga de Surf se prepara para chegar a Lisboa, o evento 'Surf Out Portugal' vai debater a estratégia para o sector este fim-de-semana no Estoril. Segundo Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, as campanhas associadas ao surf têm tido este ano "crescimentos extraordinários" em comparação com 2017

O Turismo de Portugal está este ano a investir 1€ milhão em grandes provas de surf no país, e segundo o presidente, Luís Araújo, as campanhas internacionais com o tema do surf têm tido "um crescimento verdadeiramente extraordinário quando comparado com o ano de 2017". O investimento em 2018 do Turismo de Portugal inclui quatro provas: WTC em Peniche, Nazaré Challange (prova da Nazaré do circuito mundial de ondas gigantes), QS10000 na Ericeira e WSL3000 PRO em Santa Cruz.

O surf vai ser um tema forte este fim-de-semana, com o evento Surf Out Portugal que decorre no Estoril, também apoiado pelo Turismo de Portugal, e que vai juntar vários 'players' do sector além de amantes da modalidade. Organizado pelos irmãos surfistas Salvador e Patrick Stilwell, estende-se pelos dias 15 e 16 de setembro no Centro de Artesanato do Estoril e vai incluír uma série de debates temáticos com o objetivo de "discutir o presente e o futuro do surf, além do seu potencial de negócio".

Segundo Luís Araújo, o apoio ao evento Surf Out Portugal visa "fortalecer a indústria, desafiando-a a criar bases para garantir uma maior relevância a nível internacional". Segundo o presidente do Turismo de Portugal, "a captação mediática e o interesse do ponto de visto já é uma realidade, faltando agora converter este 'boom' mediático em maior valor económico, estratégico e empresarial para Portugal".

Está ainda por estudar o impacto económico do surf em Portugal, e a última avaliação feita em 2012 pela Associação Nacional de Surfistas apontava para €400 milhões com base nas vendas em lojas. "O valor é agora, com toda a certeza, superior", refere Luís Araújo. "A atividade do surf, incluíndo todas as empresas que operam nesta área - desde fábricas de pranchas de surf, lojas de vestuário, escolas de surf ou realização de eventos – tem cada vez mais adeptos nacionais e internacionais".

"Só a prova Moche Rip Curl Pro Portugal da WSL, que se realiza em Peniche, gera cerca de 10,7 milhões de euros", faz notar o responsável, frisando que atualmente já existem mais de 700 empresas de animação turística dedicadas ao surf, além de funcionarem no país quatro Centros de Alto Rendimento, em Peniche, Nazaré, Viana do Castelo e Aveiro.

Portugal é o 3º mais procurado por surf no Google, a seguir ao Havai e a Bali

Portugal já é o terceiro destino mundial de surf (e o primeiro europeu), a seguir ao Havai e a Bali, nos temas relacionados com surf mais procurados no Google - destaca ainda Luís Araújo. E adianta que o número de referências a Portugal relacionadas com surf disparou este ano na imprensa internacional, subindo para 2.202 no primeiro semestre, num crescimento de 400% face ao período homólogo de 2017.

A vinda da sede europeia da World Surf League para Lisboa em 2019 (que há 30 anos estava em França) é esperada com expectativa. Para o presidente do Turismo de Portugal, o objetivo é que "as principais marcas, empresas e projetos relevantes no sector olhem para Portugal como potencial destino para as suas sedes e centros de decisão". Sublinha ainda que "uma realidade em que Portugal se afigure mais influente na indústria do surf a nível internacional implica que mais postos de trabalho serão criados, maior valor económico será gerado, esperando-se também maior retorno mediático".

Frisando que "nos últimos anos o Turismo de Portugal tem apoiado de forma significativa o sector do surf", Luís Araújo refere como ações mais marcantes o apoio à etapa anual da “World Surf League” em Peniche, além da campanha de promoção do país como destino de surf, sob o mote “Portuguese Waves”.

O destaque vai para a recente promoção da onda da Nazaré num painel gigante na Times Square em Nova Iorque, o que Luís Araújo considera "uma ação histórica para o turismo e o surf nacional", e que teve um impacto inédito nas redes sociais, atingindo 5,3 milhões de pessoas.