Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Ricardo Salgado será interrogado a 2 de outubro no processo da EDP

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Ex-presidente do BES vai falar ao DCIAP a 2 de outubro no processo que investiga suspeitas de corrupção envolvendo a EDP, o Grupo Espírito Santo e o antigo ministro Manuel Pinho

Ricardo Salgado, antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES), vai ser interrogado no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), no âmbito do Processo 184/12, que investiga suspeitas de corrupção envolvendo a EDP e o antigo ministro da Economia Manuel Pinho e no qual Salgado também é arguido.

O interrogatório de Ricardo Salgado no DCIAP deverá decorrer a 2 de outubro (e não a 19 de setembro, como o Expresso por lapso inicialmente avançou).

Salgado foi a 20 de abril constituído arguido no processo ligado à EDP. Na altura, o seu advogado, Francisco Proença de Carvalho, comentou que “é falsa e despropositada a tese agora fabricada pelo Ministério Público de que o Dr. Ricardo Salgado teria participado num suposto acto de corrupção do Dr. Manuel Pinho, em benefício do GES e da EDP”.

A tese dos procuradores do Ministério Público é de que Manuel Pinho recebeu pagamentos da ES Enterprises (o chamado “saco azul” do Grupo Espírito Santo) enquanto foi ministro da Economia (2005 a 2009) para favorecer os interesses do GES, incluindo a participação do BES na EDP (de pouco mais de 2%) e alguns projetos, como a Herdade da Comporta.

Os procuradores Carlos Casimiro e Hugo Neto já tentaram em julho interrogar Manuel Pinho, mas o antigo ministro acabou por não responder a quaisquer perguntas, pois o seu advogado, Ricardo Sá Fernandes, abriu um expediente legal para solicitar o afastamento daqueles procuradores.

Os interrogatórios dos arguidos no processo da EDP foram precedidos de um conjunto de audições de testemunhas, que incluiu, entre outros, vários quadros de topo da EDP, e também o professor universitário (e antigo administrador da REN) Paulo Pinho.

(Nota: Notícia corrigida às 12h01, alterando a data avançada inicialmente online e em nota na edição impressa deste sábado do Expresso, uma vez que o interrogatório decorrerá a 2 de outubro e não a 19 de setembro)