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Mota-Engil desvaloriza acusação de cartel. Em causa estão 0,028% da faturação

A Mota -Engil vai apreciar a acusação da Autoridade da Concorrência e "exercer os seus direito de defesa"

A Mota-Engil, um dos grupos acusados pela Autoridade da Concorrência (AdC) de atuar em cartel na manutenção ferroviária, confirma que já recebeu a "nota de ilicitude" e desvaloriza o âmbito da investigação.

O que está em causa, diz a Mota-Engil em comunicado, "são atividades de manutenção ferroviária que representam 0,028% da faturação do grupo". Ou seja, um valor irrelevante, da ordem dos 700 mil euros.

No comunicado, a Mota-Engil diz que "irá apreciar" a acusação da AdC e "seguramente, exercer, nos termos da lei, o seu direito de defesa em relação aos factos que são descritos".

O conglomerado da família Mota "repudia e não se revê em comportamentos como os que são referidos ou outros que que contrariem o normal funcionamento dos mercados".

A AdC acusou esta sexta-feira cinco empresas, administradores e diretores por participação em cartel na manutenção ferroviária. Entre os acusados estão a Mota-Engil, a Somague/Sacyr a Fergrupo, do grupo Comsa e a Teixeira Duarte. O cartel terá funcionado nos concursos públicos lançados pela Infraestruturas de Portugal em 2014 e 2015 . Segundo a AdC as empresas “manipularam as propostas", celebrando acordos para a fixação dos preços e a repartição dos lotes a concurso".

Contactada pelo Expresso, a Teixeira Duarte declinou fazer comentários sobre a acusação da AdC.