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Imobiliário desafia Estado a fazer casas acessíveis

Ana Baião

O sector imobiliário estima que faltam cerca de 70 mil casas em Portugal e quer que seja o Estado a construir, nomeadamente para os mais jovens

O Estado pode e deve aplicar a receita que tem encaixado com o sector imobiliário para “dinamizar programas de habitação acessível, em vez de prejudicar o mercado”, defende Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).

Este responsável reconhece que existe necessidade de dar resposta às necessidades habitacionais dos jovens e das famílias portuguesas, mas que, para tal se deverão levar a cabo medidas que atuem do lado da oferta, e não da procura.

Faltam 70 mil casas em Portugal

De acordo com os dados da APEMIP, são necessárias cerca de 70 mil casas no mercado imobiliário para que se possam dar suprimir as necessidades da procura. “As medidas que estão a ser propostas [pelo Bloco de Esquerda] são inversas a esta necessidade” e estão a afastar a quem quer investir, segundo Luís Lima.

O presidente da APEMIP garante que qualquer negócio precisa de clientes para sobreviver e para contribuir ativamente para economia do país, “mas estas propostas só têm feito com que estes clientes se afastem e vão em busca de outras alternativas, nomeadamente noutros países europeus”.