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Hospitais privados exigem à ADSE pagamentos a 60 dias

Cresce a tensão entre os privados e a ADSE. Os hospitais querem que a ADSE pague a 60 dias e não a 120 dias como acontece agora

Os hospitais privados vão exigir que a ADSE lhes pague a 60 dias e não a 120 dias como acontece agora. Os operadores privados advertem ainda que a as alterações recentes nos procedimentos da faturação que a ADSE introduziu "são impossíveis de concretizar em outubro o que pode rotura na prestação de serviços".

Há um novo capítulo no confronto entre a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) e o sistema de cuidados de saúde dos funcionários do Estado, a ADSE.

Na assembleia geral realizada esta quarta-feira, os operadores privados ocuparam-se das "graves implicações" do processo negocial com a ADSE. E aprovaram como medida prioritária "exigir o pagamento das faturas a 60 dias", invocando o decreto de lei de 2013 que transpôs para Portugal uma diretiva de 2011 do Parlamento Europeu.

Segundo a APHP, A ADSE, ao arrepio da lei, pratica o "o pagamento a 120 dias", uma regra "particularmente gravosa para os operadores".

Aplicação da tabela da Ordem dos Médicos

A APHP exige ainda "a aplicação da tabela da Ordem dos Médicos no regime convencionado, em linha com o que já acontece no regime livre e de acordo com o compromisso assumido em fevereiro de 2018".

No comunicado divulgado esta quinta-feira, as empresas de hospitalização privada "manifestam preocupação" pelas recentes alterações "às regras e procedimentos de faturação que a ADSE introduziu". Independentemente da sua aceitabilidade, as regras "são impossíveis de concretizar em outubro, o que pode conduzir a uma muito grave rotura na prestação de serviços à comunidade de 1,2 milhões de beneficiários da ADSE.

De acordo com a associação, "os hospitais privados têm levado até ao limite a capacidade de acomodar as reduções da ADSE" . Mas, a "ADSE insiste em medidas que penalizam até os seus beneficiários, como ainda recentemente a Entidade Reguladora da Saúde sinalizou".