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Portugal regressa ao mercado. Pode pagar mais a 10 anos e menos a 5 anos

O Tesouro vai realizar esta quarta-feira de manhã dois leilões de dívida de médio e longo prazo com o objetivo de colocar entre 750 a 1000 milhões de euros. Os juros indicativos no mercado secundário abriram em 1,89% no prazo a 10 anos, acima da taxa paga no último leilão de julho, e 0,689% na maturidade a 5 anos, abaixo da taxa paga no último leilão em junho.

Jorge Nascimento Rodrigues

O Estado regressa esta quarta-feira ao mercado da dívida pública de médio e longo prazo com dois leilões de Obrigações do Tesouro (OT) a 5 e 10 anos. O objetivo, depois do intervalo de agosto em que não realizou leilões de dívida obrigacionista, é colocar entre 750 a 1000 milhões de euros nas duas operações.

Os sinais do mercado secundário na abertura desta quarta-feira apontam para a probabilidade do Tesouro ter de pagar mais no prazo a 10 anos e menos no prazo a 5 anos em relação aos últimos leilões de OT naquelas maturidades realizados respetivamente a 11 de julho e 15 de junho.

O mercado abriu pelas 8 horas (hora portuguesa) com os juros (yields) a 5 anos em 0,689% e a 10 anos em 1,891%. No prazo mais curto, é um juro mais baixo do que a taxa de 0,746% paga no leilão de 15 de junho. No prazo mais longo, é um juro mais alto do que a taxa de 1,727% paga no leilão de 11 de julho.

A procura no leilão de junho a 5 anos foi 2,7 vezes superior ao valor colocado pelo Tesouro, um nível de procura similar ao do leilão imediatamente anterior realizado em maio. No leilão de julho a 10 anos, a procura foi 2 vezes superior ao montante emitido, o nível mais baixo desde o leilão realizado em maio.

Até à emissão desta quarta-feira, o Tesouro já colocou 13,2 mil milhões de euros em OT, 78% do plano de financiamento global previsto para o ano. Até final do ano, incluindo a operação de hoje, prevê colocar mais 2,2 mil milhões de euros em OT.

Os juros pagos pelo Estado em leilões realizados este ano registaram mínimos históricos em maio, com as taxas em 0,529% a 5 anos e 1,675% a 10 anos.

A trajetória de taxas historicamente muito baixas no decurso deste ano permitiu que o Tesouro registasse entre janeiro e julho um mínimo histórico de 1,9% no juro implícito do conjunto das emissões de dívida. Em 2017, esse juro fechou em 2,6%.