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FMI diz que trajetória de aumento do salário mínimo pode “reduzir a competitividade”

Na análise anual à economia portuguesa, o Fundo alerta que o crescimento dos salários tem continuado a exceder a evolução da produtividade

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está preocupado com a trajetória de aumento do salário mínimo e deixa avisos ao Governo.

Na análise anual à economia portuguesa, ao abrigo do artigo IV da instituição, o FMI constata que "o crescimento dos salários tem continuado a exceder o crescimetno da produtividade".

Uma evolução que o Fundo atribui a dois fatores. Em primeiro lugar um mercado de trabalho mais apertado, especialmente nalguns segmentos.

E, em segundo lugar, "aumentos significativos do salário mínimo".

O FMI recorda a trajetória de aumento do salário mínimo nos últimos anos, que passou de 530 euros mensais em 2016, para 557 euros em 2017 e 580 euros este ano. E lembra que a parcela de trabalhadores abrangidos pelo salário mínimo subiu de 20,6% em 2016, para 22% em 2017.

Por isso, o FMI deixa um aviso claro à navegação: "Manter uma trajetória similar no futuro pode aumentar a rigidez e reduzir a competitividade".

Recorde-se que o salário mínimo em Portugal deverá subir para 600 euros mensais no próximo ano, segundo a trajetória acordada entre o PS e BE no âmbito das negociações para a formação da atual solução governativa.

Contudo, declarações de António Saraiva, presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, abriram a porta à negociação na concertação social de um valor que fosse além destes 600 euros.