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Consórcio da Oakvest e Portugália afasta-se da corrida pela Herdade da Comporta

Herdade da Comporta está a atrair vários potenciais compradores

Foto João Carlos Santos

Consórcio luso-britânico diz não estar disposto a assumir mais custos com a preparação de uma nova proposta para um processo de venda cujo caderno de encargos não é ainda conhecido

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O consórcio que juntou a Oakvest, do empresário inglês Mark Holyoake, e a Portugália, dona da cadeia de restaurantes homónima, decidiu afastar-se do processo de compra da Herdade da Comporta, no qual chegou a ser selecionada pela Gesfimo, gestora do fundo que está a vender os terrenos da Comporta, como a autora da melhor proposta.

Apesar de em maio a Gesfimo ter considerado a oferta de Holyoake e da Portugália como a mais vantajosa, a assembleia de participantes do fundo imobiliário Herdade da Comporta acabou por decidir a 27 de julho relançar o processo de venda, dadas as dúvidas sobre as contrapartidas que o fundo poderia receber daquele consórcio e dos seus concorrentes.

O consórcio da Oakvest e da Portugália informou esta quarta-feira em comunicado que “não está disponível para entrar num novo processo, do qual não conhece o caderno de encargos e que não oferece o mínimo de garantia de que nele não venha a suceder um mesmo desfecho do concurso anterior, com acrescidos e significativos custos para este consórcio”.

Recorde-se que na corrida estão ainda o consórcio entre Paula Amorim e o francês Claude Berda e ainda uma outra proposta do também francês Louis-Albert de Broglie.