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Crédito à habitação sobe 35%. Restrições do Banco de Portugal ainda sem impacto

Nuno Fox

Em julho, mês em que entraram em vigor as novas restrições do Banco de Portugal que os bancos têm de cumprir nos empréstimos, o novo crédito à habitação subiu 34,8% face ao mesmo mês de 2017. Em junho esta variação tinha sido de 31,3%

As novas regras do Banco de Portugal que apertam os critérios para a concessão de crédito pelos bancos às famílias, tanto para habitação como para consumo, não estão, para já, a ter impacto no financiamento concedido pela banca.

Em julho, o volume de novos empréstimos para compra de casa ascendeu a 919 milhões de euros, o que compara com 682 milhões no mesmo mês de 2017. Números que sinalizam um crescimento de 34,8%. Isto significa uma aceleração da variação homóloga, que no mês anterior (junho de 2018 face a junho de 2017) tinha sido de 31,3%.

Contudo, na variação em cadeia, isto é, face a junho deste ano, houve um recuo de 7,2% (de 990 milhões para 919 milhões em julho) no novo financiamento para habitação.

Quanto ao novo crédito ao consumo, atingiu 387 milhões em julho, recuando 7,6% face ao mês anterior (em junho tinha atingido 419 milhões).

Mas, em termos homólogos, ou seja, face a julho de 2017, verificou-se um crescimento de 17,6%.

Recorde-se que o Banco de Portugal definiu um conjunto de recomendações para a banca, para evitar euforias no crédito.

A partir de 1 de julho, os empréstimos para compra de habitação passaram a estar sujeitos a três limites principais. Em primeirolugar, a taxa de esforço das famílias (considerando todos os créditos) não deve ser superior a 50% do rendimento disponível. Segundo, o montante do empréstimo à habitação não pode ser superior a 90% do valor da casa para habitação própria e de 80% do valor do imóvel para outras finalidades. Por fim, o prazo do crédito deve ter como limite máximo 40 anos e até 2022 convergir para 30 anos.